Arquivos de novembro, 2008

Curso de Violão e Guitarra - Formação de Acordes

Enviado por Violão Brasil 30 novembro, 2008 (0) Comentários

Formação de Dissonâncias

Começando a nossa análise sobre dissonâncias, voltaremos à escala de DÓ Maior:

                                      DÓ  RÉ  MI  FA  SOL  LÁ  SI   DÓ

Já vimos que as três notas que formam o acorde fundamental de DÓ Maior são :

                                                   DÓ  MI  SOL

Esse acorde também é chamado de ACORDE PERFEITO, talvez devido à suave e harmonia de suas notas, o ACORDE PERFEITO é uma acorde tranqüilo, porém essa tranqüilidade pode ser quebrada com a inclusão de qualquer outra nota da escala, provocando a formação de uma DISSONÂNCIA, que revolucionará o acorde, dando-lhe o nome do grau correspondente.
 

Veja o exemplo abaixo em cima do Acorde de  DÓ Maior.

No exemplo acima adicionamos ao acorde de DO Maior  a nota LA, correspondente ao 6º grau, essa nota vai gerar uma DISSONÂNCIA mudando o som do acorde,  execute o acorde em seu instrumento e veja como o acorde de Do Maior mudou com essa adição.

Mais a classificação dos INTERVALOS não é tão simples quanto possa parecer. Para determinar todos eles, é preciso construir uma escala com 2 oitavas.

O sentido de HARMONIA em música é tão complexo e sutil, que uma DISSONÂNCIA da 1ª oitava, na maioria das vezes não igual na 2ª oitava , faça o seguinte teste com seu instrumento, monte o acorde de DO Maior com Sexta citado acima e depois monte o mesmo acorde só que com essa Sexta ou seja, (LA) mais aguda (oitavada). Você verá que o som do mesmo acorde vai mudar, para que esse processo pudesse ser escrito foi criada uma EXTENSÃO DE INTERVALOS, ultrapassando a 1ª oitava, e provocando o aparecimento da NONA, DÉCIMA, DÉCIMA PRIMEIRA, DÉCIMA SEGUNDA e DÉCIMA TERCEIRA, a partir da qual o efeito das dissonâncias passa a se repetir.

acorde guitarra

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Curso de Violão e Guitarra - Teoria Musical 01

Enviado por Violão Brasil 28 novembro, 2008 (1) Comentário

Harmonia

Melodia - é uma sucessão de notas isoladas.

Acorde - é uma reunião de notas simultâneas

Formação de Acordes

Se reunirmos o 1º, o 3º, e 5º graus de uma escala, estará formado o ACORDE FUNDAMENTAL, ponto de partida da HARMONIA

Clique em cima das imagens para ampliar

E se quisermos transformá-lo em DÓ Menor, basta diminuir em meio tom o 3º Grau.

Portanto, a sensível diferença que se nota ouvindo um acorde MAIOR e um MENOR de um mesmo tom, se resume na alteração do 3º Grau. É muito importante que todo músico saiba disso pois a partir daí ele pode montar os seus próprios acordes, levando sempre em consideração as regras citadas acima.

Enquanto os acordes MAIORES são alegres e vibrantes, os MENORES só sabem  transmitir impressões de tristeza, a junção dessas três notas fundamentais para um acorde é chamada de TRÍADE.

Continua amanhã…

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Composição Musical - Teoria Musical

Enviado por Violão Brasil 27 novembro, 2008 (0) Comentários

Muita gente anda me perguntando como se faz pra começar a compor. Por isso nesse tópico irei falar um pouco mais sobre o assunto…


Quem compõe por instinto, assim como eu, sabe que pra compor uma música não adianta fazer um curso especial, estudar algumas regras e colocar em prática.

Compor é criar do nada uma obra e pra isso, por mais que se explique, depende de cada um como passar para o instrumento ou para o papel um sentimento. É um ato muito pessoal. Mas pra quem não compõe instintivamente, vamos lá!
Compor é observar com mais atenção um fato que toca a sensibilidade da gente e a partir dessa observação, colocar pra fora em forma de música e letra o que a gente quer dizer sobre esse assunto.
Pode se começar pelo assunto pra depois procurar um som adequado a esse tema. Tendo o assunto e o som, já se pode trabalhar na letra.

Para se colocar uma letra numa melodia, é preciso seguir a métrica da melodia, como se fosse um jogo de “palavras cruzadas”; as palavras têm que caber em cada espaço melódico.

Existem dicionários de rimas e dicionários de sinônimos que estão a venda em qualquer livraria, acho que são bastante úteis, principalmente, por causa das idéias que a gente encontra, quando está procurando por alguma palavra. É uma boa.
As rimas são importantes mas não são fundamentais. O melhor é que a música fique gostosa de ouvir e cantar e fazer exatamente aquilo que se tem vontade de fazer. Não importa o modismo do momento, o que vão pensar, se parece ou não com outra música, se alguém vai gostar ou não. A não ser que se faça músicas endereçadas a um intérprete ou outro.

Aí a coisa muda de rumo e a canção funciona mais ou menos como uma música para um personagem de cinema ou teatro. A gente deve levar em consideração o estilo do intérprete, o tipo de assunto que ele cantaria, não deixando nunca de se levar em conta a nossa avaliação pessoal.

Um bom compositor consegue fazer uma boa música em qualquer estilo. Quem cria um rock pode criar uma balada, um blues ou um pop e vice versa.

E nunca se deixa uma música inacabada. Às vezes justamente aquela música que a gente não achava muito forte, é a que faz um inesperado sucesso. Isso já aconteceu comigo muitas vezes, mais do que vocês imaginam. Uma canção é uma caixinha de surpresas, ninguém sabe do que ela é capaz.

Portanto, todas as criações são bem vindas, mesmo que a gente tenha preferência por uma ou outra.

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Composição Musical - Como compor, direitos autorais etc..

Enviado por Violão Brasil 26 novembro, 2008 (0) Comentários

Aprenda hoje mesmo a compor suas músicas com um VENCEDOR DO GRAMMY DA MÚSICA! Segredos psicólogicos para criar letras cativantes, técnicas utilizadas por profissionais! Não perca mais tempo aprenda hoje mesmo clicando abaixo!

Como conseguir compor?

A gente compõe exatamente como e quando a gente quiser compor. Compor tem que ser fácil, divertido, legal e principalmente: natural. Não dá pra forçar a barra. Se não for assim, não vai valer a pena. No tempo certo, surge esse impulso pra quem está afim. O mais importante é gostar de música, gostar do que se está fazendo.

Entre o que vem primeiro, a música ou a letra, não é nem uma coisa nem outra, é o assunto. Sem o assunto, ou tema, não existe nem música nem letra. Compor é observar mais atentamente uma situação e nela achar um bom motivo para se fazer uma canção, música e letra.

Eu, particularmente e em geral, faço a música junto com a letra, mas já fiz a melodia pra depois colocar a letra. Tudo isso partindo sempre do assunto, entendeu?

Como mostrar a minha música para alguém gravar?
Com a canção pronta (letra e música) o próximo passo é gravar sua canção num estúdio, passar para um CD (demonstrativo) e procurar uma editora (para avaliar sua canção) que tenha o perfil desse trabalho, ou seja, que tenha acesso a cantores que gravem esse tipo de música. Por exemplo, editoras aliadas a gravadoras que tenham em seu catálogo artistas nesse perfil.
 
Você pode deixar o CD demonstrativo para avaliação (guarde com você uma cópia, claro), combinando que no caso de conseguir uma gravação pra ela, você edita a sua música lá, entendeu?

Uma editora funciona como um canal de contatos, tanto para enviar sua música como para receber da gravadora (depois da música gravada) e repassar para o autor. Funciona também como um registro de sua música, principalmente depois que é assinado o contrato de edição. Atenção: Só assine esse contrato de edição, depois que a editora conseguir uma gravação para essa música.

A taxa que a editora ganha em um contrato de edição é de 25% sobre o seu direito autoral (quando você receber sobre a venda do CD). Antes da música gravada você não paga nada e a ninguém. Pelo contrário, mas isso nós vamos falar depois.

Você também pode ao invés de levar sua música a uma editora, registrar na Fundação da Biblioteca Nacional www.bn.br , Lá, para registrar cada obra, você tem que pagar uma taxa que vai variar dependendo da região em que está.

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Composição Musical - Dicas HOT

Enviado por Violão Brasil 25 novembro, 2008 (0) Comentários

Oi pessoal! É com o maior prazer que estou aqui para contar um pouco, sobre como colocar em prática esse trabalho; composição, gravação, edição e direito autoral (dentro da música, é claro).

Não são poucas as pessoas interessadas no assunto, então… vamos começar do princípio, tá bom?
Antes de qualquer coisa, é bom deixar claro que ser compositor não é exatamente o que as pessoas por aí costumam divulgar.

Tipo; “Ninguém vive de música” ou “Ser compositor não é ter uma profissão” e por aí afora. Claro que muitos compositores (principalmente os mais antigos) talvez até por desinteresse, tiveram sérios problemas com direito autoral (problemas que temos até hoje), mas esquecemos de outros que foram muito bem sucedidos. Temos um Tom Jobin, que conseguiu se dar muito bem financeiramente, fazendo obras lindíssimas, Djavan, Roberto Carlos, e outros mais. Portanto, não são apenas os compositores extremamente populares que conseguem sobreviver de música. Conheço alguns (extremamente populares), que justamente por falta de informações, estão passando por fases difíceis.

Existem compositores de todos os tipos, assim como existem todos os tipos de profissionais atuando em diversas áreas.Compor é uma profissão como qualquer outra, a diferença é que a gente trabalha com o abstrato. Nossa matéria prima é fornecida por Deus, o que fazer com ela cabe a cada um.

Como em qualquer profissão, ela exige perseverança, dedicação e interesse. Em outras palavras: Profissionalismo. Fazer música é uma brincadeira deliciosa, mas fazer dessa brincadeira seu trabalho, é um empreendimento.Um empreendimento exige contatos.

O fato de conhecer aquela pessoa que é amiga daquela outra, que coincidentemente, é íntima daquela outra mais que tem o contato que interessa no momento, faz uma grande diferença. É tão ou mais importante que ter acabado de compor aquela grande música. Músicas você (que compõe) pode fazer sempre que quiser, contatos interessantes não se encontra todos os dias.

Mais importante do que os contatos, só mesmo a sua imagem. Amizade, bom humor, otimismo e solidariedade são chaves capazes de abrir qualquer porta, por mais trancadas que estejam.Isso você já deve ter lido por aí, mas não custa nada ler mais uma vez, não é? Da próxima, vamos falar sobre música e letra. Quem começa primeiro? Como começa? Por onde?

Pense a respeito, um abraço e boa sorte!

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Curso de Guitarra - Relatividade entre Acordes

Enviado por Violão Brasil 23 novembro, 2008 (0) Comentários

Relatividade entre Acordes

Bom quando falo de Relatividade entre Acordes estou me referindo também a   Relatividade entre escalas, pois uma coisa esta ligada a outra.
Como o nome já diz a Relatividade entre Acordes se aplica pela semelhança das notas entre um acorde  maior e um menor, ou seja, todas as notas que estão na escala maior estão na menor também, sem diferença.
Intervalos
Agora vamos começar a abordar um tema fundamental na música, os intervalos, é primordial que todo músico entenda como funciona os intervalos, pois isso o ajudará bastante na construção de Harmonias.

Tomando como padrão a escala de Dó Maior, vamos classificá-los em GRAUS.


Com base na tabela acima podemos dar alguns exemplos para melhor entendimento:

 DO a FA - Existe um intervalo de Quarta. 
 DO a MI - Existe um intervalo de Terça.
 DO a LA - Existe um  intervalo de Sexta.

 

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Curso de Guitarra - Escala Cromática e Diatônica

Enviado por Violão Brasil 22 novembro, 2008 (0) Comentários

Escala Cromática - é a sucessão de todas as notas em SEMITONS, até completar uma  OITAVA.

Logo abaixo está o exemplo  da  Escala Cromática de Lá .

Escala Diatônica - é a sucessão das notas em intervalos de SEMITONS e TONS, podendo ser MAIOR ou MENOR

Veja o exemplo abaixo da Escala Diatônica de Lá – Maior

Note que existe 2 tons entre LA e DO#, 1 Semitom entre DO# e RE, 3 Tons entre RE e SOL#, e 1 Semitom entre SOL# e LA.

Agora veja abaixo o exemplo da Escala Diatônica de Lá – Menor Melódica

Note que existe 1 tom entre LA e SI, 1 Semitom entre SI e DO, 4 tons entre DO e SOL#, 1 Semitom entre SOL# e LA.

As ESCALAS também podem ser ASCENDENTES ou DESCENDENTES, conforme a disposição das notas, isto é, do grave para o agudo ou vice-versa. Uma particularidade importante nas ESCALAS MENORES, é que a DESCENDENTE não é igual à ASCENDENTE, como acontece nas escalas maiores.

Pela a tabela ao lado podemos classificar     a escala  ASCENDENTE como LA  Menor  Melódica, e a DESCENDENTE como LA  Menor  Natural, pois esta não possui nenhum (#) - Sustenido ou (b) - Bemol

Esse curso de guitarra foi desenvolvido por Violão Brasil, todos os direitos reservados! Para maiores informações, aulas de guitarra ou apostila de guitarra envie-nos um e-mail solicitando o seu tutorial de Guitarra e receba inteiramente grátis 7 dias de aula de guitarra

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Curso de Guitarra - Notas no seu Instrumento

Enviado por Violão Brasil 21 novembro, 2008 (0) Comentários

É de vital importância que seja decorado todas as notas do braço de seu instrumento, por incrível que pareça tem muita gente que toca que não sabe as notas, lembrando que a partir da casa n.º 12 as notas se repetem.

Notas

Segue no quadro abaixo as sete notas musicais

Bom essas notas são notas naturais, isso quer dizer ausente de (#) sustenido e (b) bemol.

 # - Sustenido -  altera a nota meio tom ACIMA, tornando-a portanto, MAIS AGUDA.

 b – Bemol – altera a nota meio tom abaixo, MAIS GRAVE.

O gráfico abaixo representa o braço de seu instrumento, ele procura demonstrar um oitava de DÓ, mais aguda.

Como você pode notar no braço do seu instrumento, os intervalos MI-FA e SI-DO  são de SEMITONS daí você exclui as possibilidades de haver notas como MI#, FAb, SI# e DOb.

Poderá surgir dúvidas quanto ao critério usado nas alterações, Por exemplo, como    
determinar a nota que está entre LA e SI ?

Seria LA# ou Sib ?

Em princípio as duas estão certas. Uma especificação só é necessária, quando as
notas estão aplicadas numa música, ou seja, através do tom da música você sabe se a
nota vai ser sustenida ou bemol.

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Curso de Guitarra - Introdução

Enviado por Violão Brasil 21 novembro, 2008 (0) Comentários

Olá pessoal, o objetivo desse curso não é dizer o que é certo ou errado, a música possui um campo muito grande de improvisação, e dentro desse campo o que deve contar é sua personalidade, é muito bom você estudar e ter conhecimento, pois isso torna a sua vida mais fácil na hora de compor ou tirar alguma música, mais que fique bem claro que o que vale é você ter o seu próprio estilo, costumo dizer que o difícil não é você tirar uma música daquele guitarrista predileto, e sim fazer uma música que te agrade, afinal de contas você vai ser lembrando pelo o que criou e não pelo o que copiou.

Bom, sobre a apostila, comecei com a teoria básica que acho indispensável, pois a partir desse ponto você compreenderá o que esta tocando, abordei também a maioria das técnicas citando alguns guitarristas famosos, preferi escrever tudo em tablatura pois assim o conteúdo ficaria menor  tornando mais viável o envio pelo o e-mail,  fica a critério do leitor escolher as técnicas que lhe serão úteis, lembrando sempre que para executar essas técnicas é preciso muito estudo.

Espero que todas essas informações possa contribuir de alguma forma no seu crescimento musical, se você  necessita de algum assunto não abordado nessa apostila, por favor me envie um e-mail com assunto que gostaria de ter esclarecimentos, afinal de contas cada pessoa tem suas próprias dúvidas, e nessa apostila procurei citar os assuntos que ao meu ver são indispensáveis para se tornar um bom músico, tendo em vista que, essa apostila lhe traz somente informações técnicas para que você possa executar com mais facilidade a música que está dentro de você, ou seja, tente colocar os seus sentimentos em sua música, nunca se esquecendo que a música é uma arte, e deve ser tratada como tal.

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Caso você queira um CURSO DE GUITARRA mais prático e fácil sem teorias aconselho o GuitarNoW Guitarra, desenvolvido pela PrimeCursos. O método é 100% prático e interativo, dispensando qualquer tipo de teoria desnecessária, além de contar com suporte através de 0800, no qual você pode ligar e conversar com o professor sem pagar nada por isso! Resumindo aprendizado garantido, interessante, não acha? Para maiores informações acesse:

 

 

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Percepção Musical - Teoria Musical

Enviado por Violão Brasil 20 novembro, 2008 (0) Comentários

Aprenda a tirar música de ouvido, para todos os instrumentos musicais!

Como tirar uma música de ouvido?
 
Tirar uma música de ouvido depende muito do treino do seu ouvido. Pode significar apenas desvendar os acordes mais comuns da música e depois usar apenas um timbre e improvisar.
Mais que isso, é um exercício de paciência e que muitas vezes trazem um certo gosto de vitória ou frustração.

Mas como músico não pode ser frustrado senão não progride, damos umas dicas legais sobre como fazer para tirar uma música de ouvido.

Primeira coisa a fazer é criar uma forma que possibilite você representar graficamente a música que vai tocar, a menos que você  seja capaz de guardar tudo no mínimo detalhe.
Existem algumas formas de representar graficamente uma música.

1) Criando um gráfico
 
Exemplo 01


Observe que nos compassos foram colocados apenas os tempos principais e a cifra acompanha a evolução e a ordem dos tempos.
 
Exemplo 02

Neste exemplo, você coloca os acordes no compasso e as notas de marcação de tempo em cima dos acordes.
Pessoalmente eu acho esse método mais eficiente porque você só se preocupa com a base e os efeitos (contratempos) usando os acordes.
 
2) Entendendo a harmonia
 
Bem. Criado a forma de representação, vamos para a parte mais complicada.
A melhor forma de entender uma harmonia é usando o baixo (contrabaixo) como referência, porque em 80% dos casos o baixo está tocando a nota fundamental (tônica de cada acorde). Após ouvir o baixo, execute a música com ele (você faz os acordes no teclado/violão) executando as mesmas notas

 [Nota: Procure ajustar seu aparelho para o realce do baixo (bass) e sempre usar seu instrumento num volume inferior que possibilite você ouvir os dois]. Para não se enganar, use sempre uma oitava acima do baixo.
Agora você pode tentar identificar a tonalidade da música usando o conhecimento de campo harmônico (Se você acompanhou nossa aula de teoria, então não estamos falando grego), mas é melhor seguir a intuição e educar o ouvido porque fica mais fácil você entender o caminho da música do que entender a teoria.

Se algum acorde te parecer estranho, por exemplo: o baixo está fazendo um Mi e no seu instrumento não encaixa Mi maior nem Mi menor, então é porque alguns acordes estão invertidos (nossa famosa aula de teoria de novo!), neste caso execute a nota mais aguda (da ponta), porque de repente o baixo está fazendo Mi e o teclado/violão soa como Dó maior, neste caso é um acorde invertido C/E (Dó maior com Mi no baixo: Mi - Sol - Dó).

Ouça os acordes um por um ou agrupe-os de dois em dois, sempre usando a fórmula ouvir-depois-tocar-depois-tocar-junto.

Depois que você conseguir identificar se um acorde é maior ou menor, fica mais fácil complementar a nota com graus adicionais (dissonantes).
 
3) Entendendo os arranjos
 
Dado o passo do entendimento da harmonia, o próximo passo é prestar atenção nos patterns ou grooves, que sempre são compostos de frases ou antecipações rítmicas.
Anote tudo, a introdução, os grooves, etc mas principalmente as introduções e finais, que costumam ser mais complicados.
 
4) Solos
Da mesma forma que nos arranjos, os solos exigem muita concentração.
Se você pretende reproduzir um solo fielmente se preocupe em decorar uma frase por vez e toque-a (no aparelho de som) repetidas vezes (esqueça o seu instrumento por um tempo) até que consiga cantar, solfejar ou assobiar a frase, daí fica mais fácil passar para o instrumento. Divida o solo em compassos, trechos, etc…

Trechos muito rápidos (slides) são mais difíceis e o método mais aplicável e diminuir a velocidade do solo usando software ou funções de alguma pedaleira, sei lá, lembrando que a alteração do pitch (velocidade) do solo pode causar mudança na tonalidade.
 
5) Finalização


Com os passos acima finalizados, após ter fixado a melodia da música, toque várias vezes a música com o playback até que tenha um domínio completo do arranjo.
Não fique muito alienado ao arranjo, se solte, relaxe… toque naturalmente, mesmo que cometa alguns erros continue… nunca reinicie do começo porque se não você vicia no erro.
 
O segredo para tirar música de ouvido é TREINO, TREINO, TREINO, TREINO… com o tempo, de tanto treinar seu ouvido vai se familiarizando com os tons e acordes, daí fica mais fácil.
 
Tente, por exemplo, tocar um acorde e, sem olhar para os dedos, assimilar o acorde: Maior, Menor, Diminuto, Dominante, etc…
 
Dica:
Os campos harmônicos sempre seguem uma regra (a famosa I, II, III, IV, V, VI, VII).

Saindo de Dó maior para Fá maior espera-se duas coisas: a) voltar para Dó maior; b) Ir para Sol maior
Saindo de Dó maior para Sol maior espera-se: a) Ir para Lá menor e depois para Fá maior ou para Mi menor b) Repousar em Dó maior ou ir para Fá e logo em seguida ir para Sol maior e complementar na Tônica (Dó maior)

Saindo de Dó e indo para Mi menor, espera-se: a) ir para Fá maior e complementar em Sol maior; b) Ir para Lá menor, retornar em Mi menor depois ir para Fá maior, Sol maior e fechar em Dó maior.
Etc, etc, etc…
 
Espero ter contribuído para melhorar ainda mais sua perspicácia musical.
 
Abraços.

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