AGUSTIN BARRIOS

Enviado por Violão Brasil em (28/07/2006)

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a barrios AGUSTIN BARRIOS

Nasceu no dia 5 de maio de 1885 em San Juan Bautista de las Misiones, Paraguai. Morreu no dia 7 de agosto de 1944 em San Salvador. Em 1898 ingressa no repertório clássico do violão, através de seu professor Gustavo Sosa Escalada. Sob a influência deste, estuda os trabalhos de Tárrega, Viñas, Sor e Aguado. Começa a compor seriamente por volta de 1905.

Em 1910, na Argentina, começa uma brilhante carreira como concertista de violão. Aperfeiçoa sua técnica no Uruguai, com Antonio Giménez Manjón. Foi um grande improvisador, improvisando peças inclusive durante concertos. Compôs mais de 300 peças para violão. Suas composições podem ser separadas em 3 categorias: as folclóricas, as religiosas e as imitativas. Diversas composições foram feitas a partir de canções folclóricas paraguaias e de vários países da América do Sul. Assim, compôs chôros (Brasil), tangos (Argentina), cuecos (Chile) e diversas danzas paraguaias.

Foi também um mestre em imitar épocas e compositores. Un Sueño en la Floresta é uma peça romântica. Quando esteve no Brasil, em 1919, compôs Romanza en Imitación al Violoncello, Estudio de Concierto, Mazurka Apasionata e Allegro Sinfónico. Transcreveu para o violão os trabalhos de Bach, Beethoven, Chopin e Schumann, o que exerceu grande influência sobre suas composições dessa época. Tinha uma paixão pela música de Bach. Muitos de seus concertos consistiram apenas em transcrições para o violão de músicas de Bach. O Prelúdio Opus 5, nº 1 é uma homenagem a Bach, escrito em estilo barroco. La Cathedral, uma de suas composições mais executadas na atualidade, é uma imitação do contraponto de Bach, além de ser também, uma peça religiosa.

Por volta de 1917 descobriu a música de Tárrega e, a partir de então, compôs algumas de suas melhores obras. Variaciones Sobre un Tema de Tárrega explora diversas áreas da técnica de execução do violão. A religião exerceu uma grande influência em suas composições. Batizado com o nome de Agustín Pio Barrios, de 1930 até sua morte ficou conhecido como Agustin Barrios Mangoré. Era o cacique Nitsuga Mangoré, ” o mensageiro da raça guarani “, ” o Paganini do violão das selvas paraguaias “. Nitsuga é Agustin escrito ao contrário e Mangoré foi tirado da figura histórica do Chefe Mangoré, um legendário chefe guarani que lutou contra a conquista espanhola.

Durante esse período escreveu Profesion de Fé, que explica em mitologia guarani como o Chefe Nitsuga começou a tocar violão e como chegou a essa nova pessoa. Una Limosna por el Amor de Dios é outro exemplo de obra religiosa.

Leia mais

  1. Choro como forma de tocar
  2. Choro como gênero e suas influências
  3. La Catedral – Agustin Barrios
  4. Johann Sebastian Bach
  5. Emílio Victtor
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Comentários
06/03/2007

Gostei da maneira simples e didática como você expôs os textos sobre o compositor e a sua obra.Muito importante no auxíio didático dos nossos professores de instrumento.
Parabéns e espero que continue com toda força.
Orlando/Escola de Música da UFPA.

Enviado por Orlando Vieira
22/03/2007

Acho que falta referencia a Laurindo Almeida!
grande musico brasileiro que poucos conhecem.

Enviado por Eduardo Ramos
16/04/2007

Ótimo texto, deixa a gente com vontade de saber mais sobre o grande Agustin.

Enviado por Rogério Lima
27/09/2008

mangore un genio que deja sus composiones como herencia al pueblo latinoamericano….!!! gracias

Enviado por fatima
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