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  • Marcel Alessandro: Sou violonista e professor de musicalização infantil, dou aulas particulares de violão flamenco , choro,samba,...
  • vitor: aprenda a tocar pandeiro comigo: 1:ponta 2:pulso 3:tapa 4:polegar e é so tocar bele
  • Jonathan Felipe de Oliveira: Aulas de música 100% práticas… violão; guitarra; contra-baixo; bateria; percepção,ritmo;...
  • James: PROCURO PROFESSOR DE VIOLÃO PARA NITERÓI, RJ; jamesplushcore@hotmail.com

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Ritmo

por: Roberto Lazaro

Ritmos

Do grego Rhytmos - designa aquilo que flui, que se move, movimento regulado. O ritmo faz parte das artes assim como da nossa vida.

Sentimos o ritmo na música e no poema. Nos submetemos á vários ritmos biológicos que estão sujeitas a evoluções como o dos batimentos cardíacos, da respiração, do sono e vigília dentre outros. Até mesmo para caminhar utilizamos um ritmo peculiar.

Ritmo é o tempo que demora a repetir-se um qualquer fenõmeno repetitivo, mas a palavra é normalmente usada para falar do ritmo quando associado à música, à dança, ou a parte da poesia, onde designa a variação (explícita ou implícita) da duração de sons com o tempo. Quando se rege por regras, chama-se métrica. O estudo do ritmo, entoação e intensidade do discurso chama-se prosódia e é um tópico pertencente à linguística. Na música, todos os instrumentistas lidam com o ritmo.

Observe o que significa ritmo para alguns autores.

- Para Berge o ritmo é uma lei universal a que tudo submete.
- Dalcroze o caracteriza como princípio vital e movimento.
- Platão sistematiza o ritmo, colocando-o como definição de movimento ordenado.

A rítmica é uma ciência do ritmo que objetiva desenvolver e harmonizar as funções motoras e regrar os movimentos corporais no tempo e no espaço, aprimorando o ritmo.

Embasado-se nestes conceitos, fica clara a importância que o ritmo tem na nossa vida, tanto através de influências tanto externas quanto internas. O desenvolvimento e aperfeiçoamento do mesmo torna-se muito importante, pois o ser humano é dependente do ritmo para todas as atividades que for realizar, como na vida diária, profissional, desportiva e de lazer.

O ritmo é de grande importância para os professores de Educação Física, pois ele se reflete diretamente na formação básica e técnica, na criatividade e na educação de movimento.

O ritmo pode ser individual (ritmo próprio), grupal (caracterizado muito bem pela dança, o nado sincronizado e por uma série de atividades por equipe), mecânico (uniforme, que não varia), disciplinado (condicionamento de um ritmo predeterminado), natural (ritmo biológico), espontâneo (realizado livremente) e refletido (reflexão sobre a temática realizada), todas estas variações de ritmo podem ser trabalhadas na escola com diferentes atividades.

CONFIRA ABAIXO UMA BREVE HISTÓRIA DE ALGUNS RITMOS MUSICAIS

Batuque: Dança de origem africana, caracterizada por requebros, palmas e sapateados, acompanhados ou não de canto. Por extensão, nome de certos ritmos marcados por forte percussão.

Be Bop: É um tipo de Jazz sofisticado. Anos 40.

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Raízes do Choro

por: Roberto Lazaro

choro.jpg

Durante os dois primeiros séculos de colonização - séculos XVI e XVII, o que se ouvia em termos de música no Brasil constituía-se, além dos cânticos religiosos, nos cantos de danças rituais indígenas, nos batuques dos africanos, quase sempre também rituais, e nas cantigas dos europeus colonizadores.

Os cantos indígenas costumavam ser acompanhados por instrumentos de sopro, como flautas e apitos, e por maracás e bate-pés. Nos cantos dos africanos, eram utilizados tambores, atabaques, marimbas, palmas, xequerés e ganzás. A música dos europeus, por sua vez, ainda continha ecos dos gêneros medievais: serranilhas, xácaras, coplas e romances.

A interinfluência desses gêneros, concomitante com o desenvolvimento do processo de heterogeneização da população (mistura de raças, formação de novas classes sociais, etc.) mostrou-se expressiva a partir de meados do século XVIII, fazendo-se representar pelas modinhas e lundus.


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Choro como gênero e suas influências

por: Roberto Lazaro

ze-da-velha.jpg

Alguns conjuntos tocavam à base de improviso quando começou a desenvolver-se um elemento fraseológico que chamamos de baixaria.

As baixarias são melodias feitas pelo violão, diferentes das melodias principais executadas pelo instrumento solista - agora não só a flauta, mas também o ofclide, o bandolim e outros - e que se tornaram uma das peculiaridades do choro.

A partir da década de 20 a música popular começa a sofrer influência da música comercial norte-americana, fazendo com que antigos instrumentistas de choro parassem de tocar; outros músicos profissionalizaram-se, aderindo às grandes “jazz-bands”, trocando o já falado ofclide pelo moderno saxofone, demonstrando um primeiro sintoma da esmagadora influência da música feita nos Estados Unidos.

Nesta época, Alfredo da Rocha Vianna Filho, o conhecido Pixinguinha, passa a tornar-se conhecido por suas composições e seu estilo de tocar flauta transversal; aderi a filosofia de Mário de Andrade de que a música estrangeira não deve ser repudiada, mas sim adaptada ao jeito brasileiro de tocar.

O choro instrumental, já se firmando como gênero musical nascido no estilo de tocar, passa a ganhar letra, tornando-se música cantada, sob o nome de samba-choro. Os conjuntos de choro passam agora a admitir o uso de percussão, sendo chamados de regionais de choro, ou simplesmente “regionais”.

A partir da Segunda Guerra, o choro transformou-se em mais um dentre os gêneros criados com o aparecimento da música de consumo ligada aos interesses das grandes gravadoras internacionais.

Apesar disso, sobreviveu, em parte, pela continuidade do estilo de acompanhamento dos regionais da era do rádio - chegando a promover o surgimento do mestre da “baixaria” no violão de 7 cordas, Horondino Silva, o Dino 7 cordas - e, pelo talento de alguns intérpretes e compositores como Pixinguinha, Jacob do Bandolim e seu conjunto Época de Ouro, Altamiro Carrilho, Benedito Lacerda, Luperce Miranda, entre outros.

Um grande instrumentista e compositor que ajudou para o desenvolvimento e crescimento do choro foi Waldyr Azevedo, que com seu cavaquinho percorreu o mundo para a divulgação do choro e de sua música na década de 50 - mais tarde ele mudaria sua residência para Brasília.


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Choro como forma de tocar

por: Roberto Lazaro

Raul Pederneiras

Raul Pederneiras, caricaturista, jornalista e autor de revistas teatrais, publicou em 1922, no Rio de Janeiro, sob a indicação de “Verbetes para um dicionário de gíria” a seguinte definição para a palavra choro: “Choro - Baile, musicata. Concerto de flauta, violão e cavaquinho. Música improvisada.

Cair no choro, dançar.” A definição é interessante por mostrar que ao iniciar-se a década de 20, considerava-se o choro como uma forma de tocar e não como um gênero musical como é considerado hoje.

Desde a metade do século XIX, o que se chamava de choro era realmente a música tocada em bailes tendo como formação do conjunto executante os instrumentos: flauta, responsável pela condução da melodia principal; cavaquinho, centrador de rítmo,e ; violão harmonizador.

Estes conjuntos tocavam gêneros como o maxixe, a polca, a mazurca - gêneros europeus -, o lundu africano, dando um caráter de improviso a estes estilos. O mais conhecido dos primeiros líderes de conjuntos de choro é Joaquim Antônio da Silva Callado, flautista carioca que compôs aquele que é considerado o marco do início das composições que hoje são consideradas Choro: A Flor Amorosa - ele compôs como polca e assim está na partitura original -, que mostra a influência que o Choro sofreu e sofre das danças européias.

Cabe ressaltar a importância de não creditarmos o início do desenvolvimento de um processo social da criação do Choro a apenas um instrumentista. Apesar disto, é notória a importância de “Callado” na época da formação dos primeiros grupos de choro e de fixação do estilo.

A partir de 1880, com o aumento do número dos chamados “conjuntos de choro” - agora estes pequenos conjuntos de flauta, cavaquinho e violão não tocam apenas musicas instrumentais como também acompanham cantores em modinhas da época - o choro torna-se cada vez mais popular.


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Ernesto Júlio Nazareth

por: Roberto Lazaro

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Ernesto Júlio Nazareth nasceu no Rio de Janeiro em 20 de março de 1863, no Morro do Nheco, hoje Cidade Nova. Desde menino, Nazareth conviveu com a música. No piano de sua mãe, D. Carolina, ou nos saraus familiares, as polcas, valsas e modinhas eram frequentes. Com a mãe, ele aprendeu os primeiros acordes de Chopin, Mozart e Beethoven, além das polcas, um grande modismo na época.

Com a morte de sua mãe em 1873, passou a ser educado por seu pai, Vasco Lourenço da Silva Nazareth, um modesto funcionário da Alfandêga, que, ao sair para o trabalho, deixava o pequeno Ernesto recluso em casa o dia inteiro.

Eduardo Madeira, um jovem pianista amador, foi contratado para dar continuidade à educação musical de Ernesto, que fazia enormes progressos e se revelava um autodidata. Com 14 anos compôs sua primeira música, a polca Você Bem Sabe, dedicada a seu pai e editada no mesmo ano pela Casa Arthur Napoleão.

Aos 17 anos, participou de um recital ao lado de vários músicos famosos, como o grande flautista Viriato Figueira da Silva. Compôs Gentes! O imposto pegou? e Gracieta. Em 1878, compôs a valsa O Nome dela e o tango Cruz, Perigo! Por essa época, Ernesto se sentia cada vez mais atraído pelas rodas de choro e, respondendo à polca do chorão Viriato, compôs Não Caio Noutra.

OBRAS OFICIAIS

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