Cursos de Violão em em " Choro "

Ritmo

Do grego Rhytmos – designa aquilo que flui, que se move, movimento regulado. O ritmo faz parte das artes assim como da nossa vida. Sentimos o ritmo na música e no poema. Nos submetemos á vários ritmos biológicos que estão sujeitas a evoluções como o dos batimentos cardíacos, da respiração, do sono e vigília dentre outros. Até mesmo para caminhar utilizamos um ritmo peculiar. Ritmo é o tempo que demora a repetir-se um qualquer fenõmeno [...]

Raízes do Choro

Durante os dois primeiros séculos de colonização – séculos XVI e XVII, o que se ouvia em termos de música no Brasil constituía-se, além dos cânticos religiosos, nos cantos de danças rituais indígenas, nos batuques dos africanos, quase sempre também rituais, e nas cantigas dos europeus colonizadores. Os cantos indígenas costumavam ser acompanhados por instrumentos de sopro, como flautas e apitos, e por maracás e bate-pés. Nos cantos dos africanos, eram utilizados tambores, atabaques, marimbas, [...]

Choro como gênero e suas influências

Alguns conjuntos tocavam ? base de improviso quando começou a desenvolver-se um elemento fraseológico que chamamos de baixaria. As baixarias são melodias feitas pelo violão, diferentes das melodias principais executadas pelo instrumento solista – agora não só a flauta, mas também o ofclide, o bandolim e outros – e que se tornaram uma das peculiaridades do choro. A partir da década de 20 a música popular começa a sofrer influência da música comercial norte-americana, fazendo [...]

Choro como forma de tocar

Raul Pederneiras, caricaturista, jornalista e autor de revistas teatrais, publicou em 1922, no Rio de Janeiro, sob a indicação de “Verbetes para um dicionário de gíria” a seguinte definição para a palavra choro: “Choro – Baile, musicata. Concerto de flauta, violão e cavaquinho. Música improvisada. Cair no choro, dançar.” A definição é interessante por mostrar que ao iniciar-se a década de 20, considerava-se o choro como uma forma de tocar e não como um gênero [...]

Ernesto Júlio Nazareth

Ernesto Júlio Nazareth nasceu no Rio de Janeiro em 20 de março de 1863, no Morro do Nheco, hoje Cidade Nova. Desde menino, Nazareth conviveu com a música. No piano de sua mãe, D. Carolina, ou nos saraus familiares, as polcas, valsas e modinhas eram frequentes. Com a mãe, ele aprendeu os primeiros acordes de Chopin, Mozart e Beethoven, além das polcas, um grande modismo na época. Com a morte de sua mãe em 1873, [...]