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  • James: PROCURO PROFESSOR DE VIOLÃO PARA NITERÓI, RJ; jamesplushcore@hotmail.com

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Canhoto da Paraíba Faleceu aos 82 anos em Pernambuco

por: Roberto Lazaro

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Canhoto faleceu nesta quinta-feira (24), no final da tarde, em Recife (PE), e sua morte, segundo o governador Cássio Cunha Lima, é considerada uma perda lamentável para a arte e cultura do Brasil e, principalmente, da Paraíba. “Canhoto era um homem que destacava-se pela sua simplicidade, o que ressaltava ainda mais o seu talento extraordinário”, reiterou.

Lei “Canhoto da Paraíba”
Em homenagem ao violonista o Governo do Estado criou o Registro dos Mestres das Artes (REMA), conhecido como Lei “Canhoto da Paraíba”.
A “Lei Canhoto da Paraíba” garante o benefício de dois salários mínimos mensais a artistas de reconhecido valor, cujo trabalho tenha contribuído ao longo dos anos para a formação do patrimônio cultural paraibano. A Lei de nº 7.694, de 22 de dezembro de 2004, foi publicada no Diário Oficial do Estado do dia 16 de julho de 2005.

BIBLIOGRAFIA RESUMIDA
Cresceu em uma família de músicos, ganhou um violão do pai e aprendeu a tocar por conta própria, em festas, saraus e feiras. Em 1953 assinou um contrato com uma rádio da Paraíba. Formou um conjunto regional, e tocou ao lado de Luperce Miranda e Rossini Ferreira. Foi para o Rio de Janeiro em 1959, onde seu virtuosismo despertou a atenção de Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Radamés Gnattali e Paulinho da Viola. Em 1977 a gravadora Marcus Pereira lançou “Canhoto da Paraíba - Com Mais de Mil”, incluindo composições de sua autoria.


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Violonista Alvaro Henrique

por: Roberto Lazaro

Considerado “um dos mais talentosos músicos de Brasília” (Música em Brasília), Alvaro Henrique vêm se destacando no cenário musical brasileiro pela qualidade do repertório que apresenta, além de uma atuação ampla, que inclui realizar atividades didáticas, promover eventos violonisticos, escrever artigos e divulgar a música erudita.

Um dos músicos mais ativos na sua idade e área de atuação, nos últimos anos têm se dedicado a programas temáticos. Em 2004 e 2005, tocou em São Paulo, Brasília, Fortaleza, Curitiba, São José dos Campos e Tiradentes um programa de Sonatas. Em 2006, apresentou a Obra Integral para Violão de Heitor Villa-Lobos em Vitória, no XX Encontro de Violão e Violonistas Goianos, em Brasília e São Paulo. Para 2007 preparou a Obra Integral para Violão de César Guerra-Peixe. Também tem feito recitais com programas feitos especialmente para algumas instituições, como um recital de música espanhola no Centro Cultural Brasil-Espanha e interpretações de obras de vanguarda nas I e II Semana de Música no Museu de Arte Contemporânea.

Alvaro Henrique têm se dedicado também a composições inéditas. Podemos citar dentre as primeiras audições nacionais feitas pelo músico Sighs, de Jorge Antunes (2000) e, dentre as primeiras audições mundiais, Gegensatz, de Oliver Thedieck (2000). Fez a primeira gravação mundial de Prelude, Canto and Toccata, de John Duarte (2003), em 2006, das obras para violão solo de Cláudio Santoro (Fantasia Sul-América, Dois Prelúdios e Estudo no. 1) e, em 2007, da Suíte para Violão de Ernest Mahle.

Leia mais sobre a biografia do Alvaro assim como artigos e entrevistas sobre violão erudito no site do músico: http://www.alvarohenrique.com


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Comunidade Violão Brasil

por: Roberto Lazaro

Música!Conhece algum músico que você gostaria de homenagear? Possui algum conhecimento sobre violão e gostaria de compartilhar com a gente? Vende produtos para violão? É integrante de algum banda e quer divulgá-la. Este é o seu espaço. Participe da nossa comunidade e colabore com a música!


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QUATERNAGLIA - ENTREVISTA EXCLUSIVA!

por: Roberto Lazaro

quaternaglia.jpg

VIOLÃO BRASIL: Faça um breve histórico do trabalho que o Quaternaglia desenvolve.

QUATERNAGLIA: O Quaternaglia foi fundado em 1992, são 15 anos em 2007. Desde o princípio nossa intenção era trabalhar tanto na área das obras originais para a formação (nós conhecíamos pouca coisa na época) quanto nas transcrições e arranjos, feitos por nós mesmos ou por outros músicos. Com o tempo o trabalho passou a incorporar mais um ramo: o das obras originais escritas para o grupo, sobretudo por compositores brasileiros. Essa parece ser uma das nossas principais contribuições até aqui, porque algumas das quase 40 obras escritas para nós por compositores como Egberto Gismonti, Paulo Bellinati, Sérgio Molina, Almeida Prado, Paulo Tiné, Rodrigo Vitta, Douglas Lora, Estércio Marquez Cunha e muitos outros, começam pouco a pouco a ser executadas e gravadas por outros quartetos, tanto do Brasil quanto do exterior, e isso muito nos alegra. Nosso trabalho nesses 15 anos tem sido pesquisar, estudar, ensaiar, viajar, tocar, e também dar aulas, coisa que gostamos muito.

VIOLÃO BRASIL: Qual a formação musical de cada integrante do quarteto, principais professores, influências, primeiro instrumento e instrumento atual?

QUATERNAGLIA: João Luiz iniciou na fanfarra da escola com o trompete, aprendeu um pouco de cavaquinho, e somente depois de uma boa experiência com música popular (choro) passou a se dedicar ao violão clássico. Fernando Lima iniciou muito pequeno com a viola caipira em sua cidade (São Bento Abade, em Minas Gerais), depois passando para o violão. Ambos estudaram com o mestre Henrique Pinto. Fabio Ramazzina estudou piano antes de se dedicar ao violão, seus principais professores foram Giacomo Bartoloni e Edelton Gloeden. Eu comecei no violão (já canhoto) aos sete anos, com Manuel Fonseca. Fui aluno por muitos anos de Armando Vidigal (um discípulo de Isaías Savio) e posteriormente, de Edelton Gloeden. Sou muito grato a todos esses professores.

VIOLÃO BRASIL: Existe alguma preferência por algum compositor (es) e/ou estilo (s) musical?

QUATERNAGLIA: Nossa formação violonística é erudita, nossa paixão é trabalhar a complexidade e a qualidade do som, dos planos dinâmicos, das respirações. Mas adoramos música popular, e acreditamos que o desenvolvimento e a diversidade do ritmo na música popular é hoje um ingrediente essencial para qualquer músico. Nosso repertório é eclético, vai de Tobias Hume (renascimento inglês) e Bach, a Villa-Lobos, Leo Brouwer, Egberto Gismonti e Paulo Bellinati. O importante para nós é fazer com que cada autor soe dentro de seu estilo, não forçar a música ao nosso jeito de tocar, mas procurar chegar perto das intenções de cada obra, detalhe por detalhe. Também gostamos muito de trabalhar com compositores vivos. O Brasil tem excelentes jovens compositores, extremamente criativos, com formação sólida e bom conhecimento do violão.

VIOLÃO BRASIL: Levando em conta que música de câmera requer muita dedicação e disciplina, bem como, o nivelamento dos músicos. Perguntamos: O que o grupo pode aconselhar para jovens estudantes e profissionais quanto à prática de interpretar em grupo?

QUATERNAGLIA: Não apenas “ensaiar”, mas estudar em conjunto. Um verdadeiro trabalho de câmara não se faz do dia para a noite, por melhores que sejam os músicos. É preciso desenvolver a sonoridade do grupo (diferente da de cada um isoladamente), e para isso é preciso pensar em cada digitação e articulação, é preciso estudar com metrônomo lentamente para trabalhar a precisão dos ataques, é preciso trabalhar todos os duos e trios dentro do quarteto, além de analisar bastante as partituras. Depois vem a fase de acabamento, memorização (porque geralmente tocamos decor), e fluência para estar pronto para um recital ou concerto. Na verdade, é preciso gostar de tocar junto, de ensaiar e acreditar no potencial do trabalho. Claro, sem o estudo individual de cada um isso também não rende, é preciso chegar pronto nos encontros grupais, e sempre imaginar o todo quando estiver estudando partes individuais.

VIOLÃO BRASIL: Sabe-se que na música de câmara existem virtudes peculiares á cada músico que pode proporcionar melhor execução de determinada voz. Isto ocorre no Quaternaglia? Quais características principais de cada músico do Quaternaglia para a questão da distribuição dos trechos musicais?

QUATERNAGLIA: Acredito que todo bom grupo explora as facilidades de cada músico. Fernando freqüentemente usa a sua habilidade de ex-”tocador de viola” para encontrar soluções originais de realização; João Luiz tem uma invejável precisão rítmica, além de um cantabile especial na região aguda do instrumento; Fabio é também um professor de harmonia e contraponto, é muito criativo nas digitações e um expert na coerência harmônica e polifônica; eu - além da formação em Filosofia e Estética, que me ajuda muito no Quaternaglia - tenho me especializado no violão de sete cordas e em diversas digitações particulares de mão direita, além de cultivar uma fluência nas constantes mudanças de afinação que são exigidas pelo nosso repertório.

VIOLÃO BRASIL: Estamos acostumados com o efeito da música de fora para dentro, no entanto, gostaríamos de saber um pouco como é para o grupo a visão musical do interior para o exterior humano, e qual o sentimento despertado em cada um de vocês quando os ouvintes reagem de forma carinhosa após esta troca?

QUATERNAGLIA: Essa é a melhor parte, quando conseguimos realizar aquilo que nos havíamos proposto e quando percebemos que tudo isso passa para o público. No limite, a imagem que temos de um bom recital é a de “tocar com o público”, quando a presença, atenção e energia das pessoas afeta positivamente a nossa performance: nós nos tornamos mais criativos no palco, experimentamos e arriscamos alternativas, e sentimos que o público está acompanhando esse jogo. Gostamos muito de conversar com as pessoas após o concerto, acredito que essa interação é muito oportuna e nos ajuda a compreender melhor o nosso trabalho, já que é uma grande responsabilidade ter a presença e a confiança das pessoas, algumas das quais nos acompanham a bastante tempo.

VIOLÃO BRASIL: Sabemos que o grupo viaja muito, como se dá a questão do inter-relacionamento entre vocês e seus familiares; a saudade da família, de casa, do animal de estimação e amigos. Isto pode influenciar em um concerto. Esses sentimentos penetram na melodia?

QUATERNAGLIA: Só há uma alternativa: nós temos que ser amigos, e de fato somos. Nossas famílias também se conhecem e interagem. Sempre foi assim no Quaternaglia, em todas as fases. Se não há afinidade pessoal e musical, achamos quase impossível realizar o nosso projeto de música de câmara. Música, nesse sentido, não pode ser apenas “um emprego”. Temos também que ser compreensivos com as dificuldades pessoais de cada um. Estar longe de casa por longos períodos não é fácil, mas pode se tornar menos difícil com o apio dos amigos e da própria família, que sempre torce por nós. Em geral, quando estamos no palco, tentamos superar todas as dificuldades, mas é inegável que o nosso sentimento do momento também está lá, e interfere na interpretação.

VIOLÃO BRASIL: Quantos concertos ao ano o grupo executa? Qual o intervalo entre uma e outra apresentação? Ocorre apresentação solo de algum membro do grupo?

QUATERNAGLIA: Em média cerca de 30 concertos por ano, atualmente em intervalos irregulares: em uma turnê, tocamos quase todos os dias; por outro lado, às vezes podemos passar um mês sem tocar, apenas nos preparando para gravações ou trabalhando novos repertórios. Alternamos o trabalho do quarteto com alguns outros projetos, como trabalhos em duo ou solo (eventualmente) e uma atividade de pesquisadores e professores.

VIOLÃO BRASIL: Existem níveis de aprendizagem em música? Qual a dificuldade que vocês tiveram e qual a expectativa para o ano seguinte?

QUATERNAGLIA: A evolução, para nós, foi orgânica, isto é, o nosso nível técnico e artístico foi crescendo junto com o próprio trabalho. Certos projetos são desafios, e exigem de nós esforço e dedicação mais intensa. Lembro que quando vimos a partitura do “Forró”, primeira peça escrita para nós por Egberto Gismonti, chegamos a ficar em dúvida se aquilo seria possível de ser tocado, porque não tínhamos notícia de escrita como essa para quatro violões…seis meses depois estávamos lá na casa dele, tirando dúvidas com os violões na mão; no ano seguinte, estávamos tocando decor nos EUA, e gravamos a obra em CD. Outro problema que enfrentamos atualmente é o prazo: muitas vezes temos que preparar um repertório ou um concerto em pouco tempo, ou gravar, como fizemos em fevereiro último no exterior, um disco inteiro inédito em apenas dois dias. Ainda bem que agora podemos contar com uma certa experiência acumulada…mas gostamos dos desafios, é isso o que impulsiona o nosso trabalho camerístico e dá personalidade a ele.

VIOLÃO BRASIL: A qualidade do violão influencia na resposta à técnica desenvolvida pelo instrumentista?

QUATERNAGLIA: Certamente, e ainda mais em um trabalho camerístico. Nossa concepção sonora combina muito com os violões do luthier brasileiro Sérgio Abreu, e é por isso que o Quaternaglia utiliza 4 instrumentos (3 de seis cordas e um de sete cordas) feitos por esse mestre do violão. Um instrumento adequado é algo muito importante, mas antes disso o músico tem que saber o que quer (em termos sonoros e musicais), e somente após isso procurar o meio - o “instrumento” - que melhor se adapte a esses objetivos.

VIOLÃO BRASIL: Existe alguma preferência por algum encordoamento em especial ou esta questão é influenciada pela resposta sonora individual á qual o integrante deseja para colaborar com o grupo?

QUATERNAGLIA: Nós utilizamos, em nossos violões, cordas Savarez Corum Alliance (a Savarez oferece um apoio ao Quaternaglia, já que usamos muitos encordamentos por mês!), mas também gostamos muito de usar as cordas Augustine Regal, sobretudo as primas.

VIOLÃO BRASIL: Em apresentações do Quaternaglia no exterior, como é a receptividade em relação a música brasileira?

QUATERNAGLIA: Há de fato bastante receptividade. Conto um caso: uma mulher levantou-se após um concerto em Dallas e gritou: “Fu-ri-o-sa”, com aquele sotaque americano, pedindo uma peça de Paulo Bellinati que não estava no programa (nós tocamos, é claro). Depois ficamos sabendo que ela havia assistido a um recital nosso anos atrás em Houston, e tomou uma ponte aérea no final da tarde daquele dia, apenas para assistir ao grupo e pedir a ” Fu-ri-o-sa”. Essas coisas nos deixam muito contentes, e faz com que tenhamos ainda atenção e cuidado, porque - sobretudo no exterior - estamos também representando o nosso país, a nossa cultura.

VIOLÃO BRASIL: O Quaternáglia pode deixar uma mensagem ao universo violonístico que possa iluminar aqueles que sonham com o palco?

QUATERNAGLIA: Que se preparem bem, tanto ao violão quanto em termos musicais gerais - solfejo, harmonia, contraponto, análise, história da música, estética, filosofia, literatura, artes em geral e… façam o trabalho musical que acreditarem ser o melhor, sem concessões ou barganhas. O resultado virá naturalmente, e mesmo que demore, vocês estarão lutando por algo verdadeiro, e que de fato vale a pena.

Site do Quaternaglia: http://www.quaternaglia.com.br


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Emílio Victtor

por: Roberto Lazaro
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Emílio Victtor, compositor, cantor e violonista é natural de Perdões, Sul de Minas.

Iniciou seus estudos, ainda jovem, em sua terra natal, aprimorando seus conhecimentos em Belo Horizonte, onde mora há desde 1994. Estudou violão clássico com o professor Ricardo Horta, violão popular com o professor Celso Moreira, técnica vocal com o tenor Francisco Simal e canto lírico com a soprano Neide Ziviani. Participou, também, do curso intensivo de harmonia com o professor (húngaro) Ian Guest.

Em 1998, sob a direção musical de José Dias Guimarães (ex-baixista do extinto Grupo Raízes), lançou seu primeiro CD: “Vou…”, uma produção independente, gravado em Belo Horizonte, com um total de dez canções. Além de oito canções inéditas, como Caminho das pedras (Ricardo Horta) e Rio Grande (Nelsinho Bernardes/Arlindo Guimarães), apresenta duas regravações: Equatorial (Lô Borges/Beto Guedes/Márcio Borges) e Água (Celso Adolfo), na qual o compositor faz uma participação especial, tocando viola de dez cordas e violão.

Emílio Victtor percorreu quase todo Estado de Minas, cidades de São Paulo e Rio Grande do Sul, apresentando-se em Universidades, casas de shows, clubes e bares. Realizou, em 2000, uma turnê por dez cidades do Chile.

le acaba de gravar seu mais recente trabalho, intitulado “Coisas Daqui”. O CD traz composições próprias (letra e música), parcerias (letras Emílio/músicas Marcelo Taynara), também, outras canções cuidadosamente selecionadas, além das releituras: Folia (Lourenço Baeta/Xico Chaves) um clássico do Grupo Boca Livre, Feitiço (Kico Zamarian/Veca Avellar) faixa esta, na qual, Emílio divide os vocais com Claudio Nucci, Abelha (Oscar Neves/ Danilo Pereira), Esperança passarim (Sérgio Ramos).

Com uma voz marcante (barítono) e um timbre privilegiado, Emílio Victtor dá um toque pessoal a suas apresentações. A reunião deste talento mineiro com o estudo laborioso do melhor da música brasileira resultou no show “Coisas Daqui”, no qual, com extrema harmonia e delicadeza, apresenta suas criações e recria composições de vários autores em uma interpretação singular. O show, em suas sutilezas, afaga e embala o público.

Site: http://www.emiliovicttor.art.br/


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Marcelo Taynara

por: Roberto Lazaro
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Marcelo Taynara

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DEPOIMENTOS SOBRE O CD PILÃO MARCADO - SEU NOVO TRABALHO

“Caro Marcelo, adorei a canção inspirada… a mineirice nos contagia, um abraço.”
BadiAssad: Cantora violonista.

“Do negrume da noite triangulina o pássaro Taynara alçou um vôo musical, pousou no centro de Minas nos assombrando com seu canto nascido na senzala. Pássaro da voz, anjo musical, cantando aqui dentro.”
Petrônio Sousa Gonçalves: Poeta Jornalista.

“Imaginemos um estetoscópio extraindo sons do silêncio
extra-lingüístico das palavras!
Da nau fonética(Mar+Celo), pescaríamos o olfato sonoro
De plânctons delatando os segredos marítimo-fluviais:
Arcos de Celos sob sereias naufragadas entoando
o hieróglifo errante da garrafa:_”Pilão Marcado está Além das montanhas!” É a erudição do léxico entranhada no caleidoscópio lítero-musical da arte invulgar.”
Carlos Walter, Juris-artista.

“Marcelo Taynara: uma espécie de Picasso da música de Minas Gerais”.
Ralph Warren Pritinkin: Guitarrista Norte americano.

“A suavidade da voz que canta, inspiração da mente que compõe, fogo do coração apaixonado e habilidade das mãos que toca somados ao espírito do Corcel Negro com um requinte do que há de melhor em Djavan e Milton Nascimento”.
Roberto Lazaro: Músico Violonista Concertista.

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O cantor, compositor, arranjador e instrumentista, Marcelo Taynara, nasceu em Conceição das Alagoas, Minas Gerais.

Autodidata, iniciou-se na música aos dez anos de idade, tocando bateria e cantando em bandas de bailes, viajando por grande parte do Brasil e da América Latina.

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Sérgio Fernandes

por: Roberto Lazaro

Iniciou seus estudos musicais com Nívio Mota, pela Secretaria de Cultura de Santos em 1987, dando prosseguimento aos mesmos com Everton Gloeden, Henrique Pinto e Paulo Martelli, nos anos subsequentes.

Em seu primeiro ano de estudo de violão, já obteve o prêmio de primeiro colocado no Concurso da Faculdade Mozarteum de São Paulo, já revelando desde cedo sua aptidão inata às salas de concerto.

Obteve premiações em diversos concursos realizados no Brasil, dentre eles: Prêmio da Faculdade Mozarteum de São Paulo, Concuros da Faculdade São Judas Tadeu, Concurso da Secretaria de Cultura de Santos, Concurso do Colégio Carmo de Santos.

Em 2000, decidiu radicar-se no Rio de Janeiro, aonde obteve sua consolidação artística. Considera como principal inspiração em sua carreira nessa época Masterclassem, com Monina Távora (mestra angentina, discípula de Andrés Segóvia e responsável pela criação de dois dos maiores Duos da história do violão, os Abreus e os Assads).

Retomou a atividade de concertista em 2002, fazendo sua reestréia em apresentação no MASP (Museu de Arte de São Paulo), com ótima repercussão entre o público presente.

Seu extenso repertório muscial inclui todas as maiores obras originais para violão, além de um sem-número de transcrições (abrangendo desde o Renascimento até o século XX) e estréias de obras contemporâneas.

A autocrítica sempre foi o princípio básico de sua carreira, tendo impulsionado uma busca incansável e constante pelo seu aperfeiçoamento técnico musical. Através de uma aliança entre cultura musical, comando técnico e atitude investigativa livre de ranço acadêmico, tem procurado estabelecer novos critérios do papel do violão no cenário musical contemporâneo, além de estimular compositores de várias tendências a escreverem obras para violão.

Em seu último Concerto realizado em Curitiba (PR), foi entitulado pelo crítico musical da Revista Paranaense como “o melhor de 2007”. Na mesma publicação, o crítico o descreveu também como “…portador de técnica fluente, grande beleza e variedade de som, resposta emocional finamente controlada e sensibilidade estilística. Deve ser reconhecido como membro da elite dos violonistas de sua geração.”

Ultimamente, tem levado sua arte às novas gerações, ministrando eventos a fim de divulgar novos e antigos talentos, em toda a Baixada Santista. Além disso, tem realizado inúmeras apresentações em recitais, como solista, por todo o Brasil (Curitiba, Guarujá, Santos, Cubatão, Sâo Paulo, etc). Convidado regularmente para tocar em importantes Salas de Concerto (MASP, SESC Vila Mariana, SESC Santos, SESC Bertioga, Conservatório Souza Lima, Conservatório Musicalis e Universidade Brasília Machado, etc), alcançando considerável repercussão e reconhecimento entre o público e a comunidade artística.


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Nícolas de Souza Barros

por: Roberto Lazaro

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Nícolas de Souza Barros é diplomado pela real Academia de Música de Londres, tem mestrado na escola de música da UFRJ.

Responsável pela Cadeira de Violão Erudito da UNIRIO desde 1990; seus orientandos nesta instituição têm alcançado sucesso considerável em certames nacionais e internacionais.

Realizaou turnês nos Estados Unidos, Canadá, Uruguai, México, França, Alemanha e Inglaterra, além das principais salas brasileiras.

Em 2003, assumiu a direção artística da série Sábados Clássicos, no Auditório Arte-Sesc no Sesc-Flamengo.

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Em 2004, fez diversas apresentações na América do Norte como artista convidado do Brazilian Guitar Quartet. Realizou estréias nacionais e internacionais de obras de diversos compositores brasileiros como Ronaldo Miranda (Concerto para Quatro Violões e Orquestra - Sinfônica de Baltimore - 2004), Francisco Mignone (Concerto para Violão e Orquestra), Radamés Gnatalli, Ricardo Tacuchian, Alexandre Eisenberg, H.D. Korenchendler e J. O. Alves, entre outros.

É um dos mais conceituados especialistas do país em instrumentos eruditos de cordas dedilhadas, apresentando-se regularmente como solista e camerista ao violão 8 cordas, alaúde e guitarras barroca e renascentista.


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Johann Sebastian Bach

por: Roberto Lazaro

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Johann Sebastian Bach nasceu em 1685 em Eisnach, uma pequena cidade da Turíngia, na Alemanha. Naquela época, a Alemanha não era um país, mas uma reunião de pequenas cidades, condados, ducados e principados, cada um deles com um governo próprio. Mais jovem de oito filhos de pais músicos, Johann Sebastian Bach foi destinado a se tornar um músico, ao mesmo tempo que desenvolvia estudos elementares. Johann principiou seus estudos musicais com seu pai, Ambrosius. Ainda jovem, tinha dominado o órgão e o violino, e também era um cantor excelente.

Ficou órfão aos dez anos, indo morar com um irmão mais velho Johann Christoph, que continuou seu treinamento musical. Sempre foi interessado em aprender cada vez mais, o pequeno Sebastian não poupava esforços para decifrar os segredos da arte musical. Para aperfeiçoar seu conhecimento, Bach precisava de um livro que o irmão guardava a sete chaves. Argumentou o quanto pode, mas o irmão permaneceu intransigente, proibindo Johann de utilizar seu livro. Para contornar o problema, ele resolveu copiar o livro á mão. Todas as noites, após todos se deitarem, Sebastian pegava o livro de música e varava madrugadas estudando.

Como não podia acender velas para não chamar a atenção do irmão, por muito tempo estudou tendo como única claridade a luz da lua. Esse esforço certamente contribuiu para os problemas de visão que o acometeriam mais tarde. Bach obteve o primeiro emprego no coro da escola de St. Michael em Lüneburg com a idade de quinze anos. Ele fez pequenas viagens, nunca deixando a Alemanha, e assegurou vários empregos durante sua carreira, em igrejas e a serviço das cortes ao longo do país. Em 1703 ele foi para Arnstadt para tomar posse do cargo de organista da igreja de St. Boniface, que se caracterizava pelo sóbrio ritual, pela profunda ligação com a língua alemã e sua música folclórica e, acima de tudo, pela autoritária e puritana atitude que mantinha em relação a seus adeptos.

Apesar da pouca idade, já era um mestre em seu ofício. Não precisava mais de mestres. Durante sua estada em Arnstadt, fez uma viagem a Lübeck (uma jornada de 200 milhas que ele fez a pé) para ouvir o grande organista Dietrich Buxtehude. Esta ausência motivada pela viagem, o fez perder o emprego em Arnstadt, e Bach foi obrigado achar um novo emprego em Mülhausen, em 1706. Todavia, problemas burocráticos acabam fazendo com que ele abandone o cargo. Entre esses problemas está ter introduzido no coral da Igreja Luterana da cidade uma jovem chamada Maria Bárbara, sua prima, com quem se casou em 1707. Ela lhe deu sete filhos durante os treze anos em que estiveram casados. Durante uma viagem do marido, Maria Bárbara subitamente adoece e morre.

Bach permaneceu em Mülhausen durante um ano apenas, antes de assumir um posto como organista e primeiro violino da orquestra na corte do Duque de Weimar. Dentro de um ano Bach casou-se novamente. A filha do trompetista da cidade, Anna Magdalena provaria ser uma excepcional companheira, de grande valor para o compositor. Ele tinha 36 anos e ela tinha 20 anos. A diferença de idade não impediu que eles formassem o mais perfeito casal que a história da música registra. Ao todo, o casal teve treze crianças (fora sete do primeiro casamento). Dez morreram na infância; quatro se tornaram compositores famosos, inclusive Carl Philipp Emanuel e Johann Christian. Anna-Madalena é a autora de um dos mais sinceros testemunhos de admiração por alguém, a ” Crônica de Anna-Madalena “. Esse livro de memórias é, do início ao fim, um elogio á pessoa e ao gênio de Johann Sebastian Bach.

Durante a vida, não foi o compositor mais importante da Alemanha (essa posição quem a ocupava era Telemann), mas era conhecido como o maior organista e um virtuose no cravo e no violino. As formas e gêneros de sua arte eram, em geral, os da música italiana contemporânea, mas de genuína inspiração alemã e muitas vezes folclórica. Como dava pouca importância ás modas musicais, suas composições, ao longo da vida, tornaram-se pouco conhecidas. Em uma época de predomínio da ópera italiana, gênero que não cultivou, sua música era um anacronismo que a nova geração de músicos já não compreendia. Tudo isso, aliado á decadência do espírito religioso em sua época, explicam a pouca projeção de suas obras durante a vida.

A literatura alemã de seu tempo estava no seu ponto mais baixo. Daí a qualidade pobre dos textos que foram escritos para Bach os transformar em cantatas, textos esses que tentavam exprimir o amor místico ao coração de Jesus, culto que a Igreja luterana do século XVII ainda não tinha abandonado. As cantatas sacras de Bach têm textos bíblicos ou são baseadas nos hinos de igreja, embora algumas incluam, também, poesia. Referem-se ao Evangelho do domingo ou da festa, da ocasião especial como o casamento, o enterro, etc. Na maioria delas, a melodia coral é utilizada como um tema básico que unifica o trabalho. Suas cantatas seculares foram compostas para festividades públicas e privadas e usam textos mitológicos ou alegóricos.

Por obrigação de serviço, Bach compôs, durante anos, um grande número de peças sacras: bem mais de duzentas cantatas, vários motetos, cinco missas, três oratórios, e quatro paixões, uma das quais, A Paixão Segundo São Mateus, é uma obra-prima da música ocidental. Bach também escreveu grande quantidade de música para o instrumento preferido dele, o órgão. Bach, o maior músico do Protestantismo, não ficou limitado pela sua Igreja luterana, escreveu uma missa católica, a Missa em Si menor. Em 1717, Bach passou para outro posto, como Kapellmeister na corte do Príncipe Leopold em Cöthen. Durante os anos em que Bach esteve a serviço das cortes, lhe obrigaram a compor muita música instrumental: centenas de peças para solo de teclado, suites orquestrais de dança, trio sonatas para diversos instrumentos, e concertos para vários instrumentos e orquestra.

Destes, os mais famosos são o seis concerti grossi compostos para o Duque de Brandenburg em 1721, e o Concerto de Brandenburgo Nº 3 que exemplificam o estilo do concerto grosso, no qual um grupo pequeno de instrumentos (neste caso um conjunto pequeno de cordas, com uma orquestra de cordas e contínuo). Da música de Bach para instrumentos de solo, as seis Suites para Violoncelo e as Sonatas e Partitas para Violino Solo estão entre as maiores peças para esses instrumentos. A Partita Nº 3, para violino, contêm um exemplo de uma forma de dança popular, a gavotte. Bach passou grande parte de sua vida alternando cargos de organista com o de ” mestre-de-capela “, ou seja, responsável pela vida musical de algum principado.

Morou em diversas cidades alemãs: Mühlhausen (1707), Weimar (1708), Köthen (1717) Em seguida ao segundo matrimônio, Bach começou a procurar outro emprego, agora em Leipzig ,onde se tornou organista e professor da igreja de St. Thomas. Ao final de 1749, Bach foi operado da vista por um cirurgião inglês ambulante, e os resultados catastróficos desta operação o levaram a cegueira completa. Com a saúde comprometida, não obstante, Bach continuou compondo ajudado por um aluno seu. Ele permaneceu em Leipzig o resto da vida dele, onde morreu no dia 28 de julho de 1750. Foi enterrado num sepulcro sem marca na igreja de St. Thomas. Bach trouxe o majestoso estilo polifônico do Renascimento.

Em geral, foi um conservador musical, que alcançou alturas notáveis na arte da fuga, polifonia coral e música para órgão, como também em música instrumental e formas de dança. A aderência dele para as formas mais antigas o fez ganhar o apelido de ” the old wig ” (peruca velha) dado pelo seu filho, o compositor Carl Philip Emanuel Bach. Contudo, sua música permaneceu viva e estudada pela próxima geração de compositores. A descoberta da Paixão segundo São Mateus em 1829, por Felix Mendelssohn, iniciou o movimento por reavivar e executar a música instrumental mais antiga. Com a morte de Johann Sebastian Bach em 1750, os estudiosos de música marcam o fim da idade Barroca.


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Badi Assad

por: Roberto Lazaro

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Paulista de São João da Boa Vista, se denomina agora, ‘uma artista do mundo’. Um mundo onde ela, irmã caçula dos violonistas Sérgio e Odair (conhecidos como Duo Assad), se tornou reconhecida como a ‘one woman band’ (banda de uma mulher só). Só que ela quis mais: de alguns anos pra cá começou a explorar mais sua voz. E é essa característica que está mais latente em seu trabalho hoje.

Segundo entrevista para o clube Digiorgio á respeito de como ela encara a internet em seu trabalho hoje, Badi afirma que vivendo num mundo onde os valores estão invertidos (a indústria engoliu a arte e seus talentos) você tem de encontrar avenidas menos dependentes do sistema para se comunicar com um número maior de pessoas, que podem apreciar sua arte, mas não tem acesso à ela.

A grande máxima desta entrevista que pode ser visualizada na integram em: http://www.clubedigiorgio.com.br/conteudo_detalhe.asp?Id=72, foi a seguinte mensagem para quem está começando na música: “Somente para que sejam fortes o suficiente para seguirem a intuição e não o que outras pessoas acham o que vocês deveriam fazer ou ser. Não se prendam a rótulos. Sejam livres de qualquer preconceito (musical ou não). Desta forma suas ligações com o mundo, e com vocês mesmos, serão autênticas e, conseqüentemente, a música será genuinamente sua.”

Visite o site da Badi Assad e veja alguns de seus trabalhos - http://www.badiassad.com/

Veja entrevista á revista Época Online: http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT983994-1655,00.html


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