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Tipo de memória utilizada ao tocar violão

por: Henrique Pinto

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As memórias que trabalham para que toda organização funcione harmoniosamente estavam nas primeiras páginas do trabalho de Piaget, a psicologia da inteligência em que descreve todas as etapas do desenvolvimento de uma criança, e eu podia adaptá-las ao desenvolvimento de um aluno de violão.

Memória muscular: é aquela relacionada ao contato direto com o instrumento, que podemos chamar de técnica, que é a postura das mãos e do desenvolvimento motor, é o desenvolvimento do mecanismo necessário para a realização de um peça musical.

Memória visual: é aquela que abrange tanto a leitura do texto musical como o visual do braço do instrumento, relacionado com a mão esquerda e também o dedilhado da mão direita, assim realizando infinitas combinações.

Memória auditiva: é o resultado da memória muscular, guiando no sentido da resolução e precisão dos gestos para dar um sentido estético adequado a obra proposta.

Este trecho acima foi extraído deste artigo sobre a valorização da música como identidade cultural.


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Por Que os Músicos Morrem Cedo?

por: José Joacir dos Santos

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Quando eu era adolescente, nos anos setenta, já tinha coleção de discos de vinil e me gabava de dizer que era fã do guitarrista Jimmy Hendrix. Escutava Chopin quando chovia e Beetoven nos domingos de sol forte. Claro que meus colegas de escola me chamavam de esnobe e eu gostava.

Naquela época, na Paraíba, sem televisão, pouca gente podia se dar ao luxo de ter em casa revistas do Sul do país – Cruzeiro e Manchete – que só falavam dos Estados Unidos e dos ídolos do rock. Embarcava nessa leitura, achando que o mundo era assim e por uma questão de tempo todos seríamos norte-americanos.

Mergulhei no aprendizado do inglês, e não demorei a descobrir que meu herói guitarrista era um excelente músico mas um desastre de pessoa, envolvido com todo tipo de droga, um antisocial por natureza. Além disso, o rock pauleira que escutava só falava em droga e porcaria. Incitava a uma agressividade e a uma rebeldia que não sentia nas minhas veias, embora adolescentes.

Claro que os EUA viviam, naquela época, o inferno da guerra do Vietnã e da propaganda da “guerra fria”, mas, e daí? O que isso tinha a ver comigo? O legado deixado pelos ídolos da minha adolescência foi um desastre e muita gente ainda embarca nele hoje: se enfeita como árvore de Natal, repetindo os comandos das gangues e suas tatuagens, piercings, etc.

Foi duro perceber que Jimmy Hendrix não casava com a vida pacata e sadia, muito menos com os meus projetos de uma vida melhor e feliz. Ele logo morreu, drogado. Assim, parei de ser o macaquinho de imitação que as revistas vendiam como sendo a moda a seguir – mas a imprensa brasileira ainda não parou de vender imagens falsas e irreais de fora do Brasil, assim como de denegrir o sentimento herdado de Tupã e de seu povo nú.

Como compreender que a música cura se a grande maioria dos músicos morre cedo, entra no desfiladeiro sem retorno das drogas, da Aids, tem ataques cardíacos, são desorganizados, as vezes desastrados e não consegue pôr os pés no chão? Simples: música provoca efeitos físicos. Se a música afeta profundamente quem a escuta, imagine o que não acontece com quem a executa! Cada instrumento tem uma afinidade e essa afinidade afeta os órgãos físicos, a mente e a estrutura espiritual de cada pessoa, tanto para a saúde quanto para a doença.

O som repetitivo da guitarra, por longas horas, desafina os órgãos digestivos. A bateria tira a pessoa do chão, da vida real. Com que parece o som do violino? Os tibetanos sabem como provocar levitação tocando instrumentos rudimentares de metal, mas não ensinam ao ocidente. Tanto para a saúde quanto para a doença, a questão básica que envolve a música, o som, o tom, é a repetição, a duração e a qualidade dessa repetição.

Cada órgão físico, tecido, víscera, tipo de fluido vital e líquido tem sua própria sintonia, ritmo, tom. É como o nome próprio. Se na multidão alguém chama Joacir, vou olhar na direção daquele que reconheço como meu. Se houverem outros Joacir na mesma multidão, alguns vão olhar mas sem muita convicção, enquanto que outros nem olharão para trás.

Cada músico desenvolve a personalidade de acordo com o instrumento que a ele está ligado com frequência. Cada pessoa, independente de ser músico ou não, tem o seu tom, que vibra quando entra em sintonia com ele. Daí a importância de se tocar/ouvir instrumentos diferentes para variar a sintonia corporal sem desequilibrá-la. As vezes uma pessoa é chamada pelo nome em um lugar que só tem ela com aquele nome e ela pergunta: eu? Por quê? Porque ela não está afinada com o próprio ser – há emoções a serem trabalhadas.

O tom pode afinar ou desafinar tanto quem toca quando quem é a ele exposto. Antes de uma sessão de musicoterapia eu me “afino” com oração, diapasão, Reiki, floral. Mesmo assim, as vezes o suor corre, e eu tenho que me afinar imediatamente. Já falamos em outro texto que aquele tum-tum-tum eletrônico estoura o chácra básica e contribui para a diminuição dos fluidos e dos líquidos do corpo, como esperma e saliva. Pois bem, o que ocorre com os músicos profissionais é que eles estabelecem todo um meio-ambiente propício para esvair a essência vital e assim “apressar” a morte.

Noitadas em claro, fumo, álcool e alimentação desregrada contribuem para a queda da imunidade, da força vital, da beleza corpórea e do estabelecimento de buracos na aurea de qualquer pessoa. Pode observar que o cabelo começa a cair. Se em lugar do fumo entra a maconha, a velocidade é ainda maior. O músico começa ou a perder peso ou a engordar, dependo dos demais desequilíbrios físicos, mentais, emocionais e espirituais.

Quem não lembra do Raul Seixas, um gênio, que ficou quase cego, sem voz e muito magro antes de morrer? A maconha, assim como outras drogas, emagrece ou desenvolve a falsa obesidade (Tim Maia) – muitas vezes é só inchaço. Aparecem rugas imensas no rosto. A pele seca. Os líquidos secam. Todo o sistema linfático entra em colapso e o esperma não é gerado. O homem passa a ter impotência ou dificuldades de ereção e a mulher perde a fertilidade, os óvulos adoecem, secam e ela começa a ficar “fria”.

Dá também fraqueza nos joelhos, nos ossos e dores lombares. A febre da herpes torna-se uma companheira frequente. O começo da degeneração depende da genética de cada um. Os sintomas demoram mais a aparecer em alguns mas em outros são rápidos e profundos. Lembro da voz de Cássia Eller antes de gravar o primeiro disco… era linda!

Um gongo afinado e bem utilizado pode provocar a limpeza imediata de uma pessoa intoxicada com maconha, por exemplo. Numa sessão de cinco minutos a pessoa fica pálida, perdida, fria, cansada. Alguns choram, gritam, pedem para parar. Quando você pára, é preciso segurar a pessoa e fazê-la deitar porque ela está totalmente em choque (não sei que palavra melhor poderia colocar aqui). Se essa pessoa, durante o tratamento, for submetida ao mesmo tempo a exercícios físicos, sexo saudável, vegetais, frutas, luz solar e afeto, ela pode começar a “enjoar” a maconha, porque muda de frequência.

É fundamental trocar o tipo de música que ouve. Piano e sax fazem bem. O que vai ser extremamente necessário é que haja um apoio emocional firme e forte para essa pessoa porque a energia da maconha, assim como toda droga química ou vegetal, aprisiona o sistema celular, diminui e pode até paralizar o funcionamento do fígado, do baço e do pâncreas – algumas ervas chamadas “de poder” deixam o usuário verde, porque elas foram colocadas na natureza só para o uso dos xamãs, que têm um modo de vida especial – as entidades espirituais sugam as toxinas do fígado dos xamãs, porque faz parte do trato espiritual. Uma pessoa comum não tem esse “trato”. Aquela tremedeira que dá nos viciados de cocaína e ácidos é exatamente porque o sistema celular perde a sua estrutura, a química básica, cai a energia, perdem-se os fluidos vitais e líquidos renovadores – entidades espirituais sugam os viciados.

A pessoa começa a secar e a morrer – é uma questão de tempo. Quando começa a dar ruído nos ouvidos, é um péssimo sinal. É como um carro sem os óleo. A morte física pode durar anos mas o raciocínio lógico, a capacidade criativa e de se concentrar morrem rápido.Elas perdem o interesse pelas coisas da vida, procuram viver mais para a noite que para o dia, começam a gostar do escuro, do perigo, da maldade e da violência – e passam pelo esperma ou pelo óvulo, para as gerações futuras, a herança genética desequilibrada.

A pessoa mantém a casca, mas está ôca. Vi muitos clientes, nesse estágio, que tinham dificuldade de entender o que eu falava. O teste era fácil: Era só elevar o nível do vocabulário e eles se perdem porque o sistema não consegue raciocinar. Como todos somos diferentes, em mim, por exemplo, uma inocente barra de chocolate provoca irritação. Se eu fosse boxeador, era só comer uma barra de chocolate antes da luta. Clientes não viciados têm experiências eufóricas com gongos, riem e querem mais.

Diapasões afinam os chácras deles com facilidade. O músico, assim como qualquer pessoa, só morre cedo se ele se trancar em seu próprio mundo e esquecer de praticar uma maneira sadia de viver, conectada com o universo mais puro, longe dos copos de plástico e das farmácias de plantão. A musicoterapia é um excelente coadjuvante nos resgates do equilíbrio, seja ele de origem mental, emocional, física, espiritual ou todas essas coisas juntas.

Qualquer pessoa convalescente pode aprender a tocar um instrumento simples e com isso se desconectar dos ganchos emocionais que lhe fez adoecer. Buscar o caminho da musicoterapia para ajudar a alguém com uma doença crônica, terminal, mental ou a sair do vício pode um achado. Um instrumento musical, juntamente com as condições emocionais para ajudá-lo a compreender em que enrascada se meteu, seria o caminho ideal para famílias e amigos, que geralmente se afastam das pessoas doentes da família.

No caso de viciados, a primeira reação do pai é querer expulsar o filho de casa. É preciso ter em mente que todo viciado comeca a mentir, a chantagear, a roubar e a viver das imagens distorcidas que a droga cria no cérebro, como óleo de carro no asfalto. São capazes de chorar para a chantagem ficar mais bem feita. É uma situação muito difícil de lidar sem amparo profissional – e há uma enorme carência de pessoal especializado capaz de lidar com viciados em droga sem ter que drogá-los.

A chave do segredo do resgate está no caminho espiritual e no afeto. Em qualquer situação, a família precisa se unir, resgatar os seus valores morais, emocionais e espirituais para lidar com o problema. Muita conversa, demonstração de carinho e atenção ajuda muito.

Tive uma cliente com doze tumores de câncer que a imunidade dela aumentou quando ela foi para a terra natal dela e lá passava horas na praia ouvindo o som do mar, sozinha. Passei três dias intensos em um seminário de musicoterapia na Califórnia, com o que de mais expoente existe nessa área, e percebi entre eles um erro gravíssimo: a maioria pensa que a musicoterapia por sí basta.
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Não é assim. Nada se basta. Se se bastasse, a vida na terra já seria perfeita, equilibrada, porque a história humana é a mesma, apenas variando de tempo e espaço. Cometemos os mesmos erros, com versões diferentes, pensando que a vida é uma linha reta. Um dos mestres da técnica vocal, presente no seminário acima referido, quando abre a boca o mundo se enche de tom. Fora do palco é uma pessoa indisciplinada, fala alto e é grosseiro. A esposa não larga o pé porque sabe que ele é incapaz de lembrar que tem um cartão de visitas.

Dizem que um grande cantor de ópera italiano da atualidade sofre de depressões profundas quando não está no palco. Por que será? Por que pára de ouvir os aplausos? Ou porque coloca no palco toda a essência da sua vida? O primeiro cliente que você deve tratar com musicoterapia é você.

Dê adeus a uma série de coisas que parece linda, maravilhosa e você se convence que é verdade: aquelas baladas tristes e pessimistas de “eu morro a cada vez que de vejo”, isto é, a música depressiva de solidão, angústia e sofrimento; a música computadorizada, que é como cebola de caixinha, não reproduz o cheiro original! É boa para dançar e é bom dançá-la uma vez ou outra; o problema das boates hoje em dia (ou de sempre?) é o volume, a fumaça, a bebida e as drogas, tudo junto no mesmo lugar.

As pessoas liberam energias emocionais desequilibradas e energia não fica sem moradia, invade o próximo corpo disponível. Sai de um corpo e entra em outro; aprender a ir para a cama cedo e acordar cedo; caminhar ao Sol; comer frutas frescas, castanhas, gengibre na carne, pequi; Dançar, fazer sexo intensamente com a pessoa que gosta e caminhar em lugares verdes, com água… Praticar um esporte; ter um animal de estimação, plantas para cuidar ou participar mais dos jogos dos filhos; diminuir ao extremo o uso de telefone e da internet. Rezar, cantar, meditar, fazer Reiki, tocar seu instrumento preferido em lugares silenciosos, como em um parque, por exemplo.

Cantar no banheiro, ouvir piano, saxofone, violino, harpa, tambor xamânico. Nadar é um excelente exercício para harmoniar os centros energéticos. A psicoterapia é essencial. Fumar atrapalha a percepção e os cinco sentidos. Você precisa libertar os monstros, que nem sabe que comanda, antes que eles lhe convençam que você é quem incomoda.

O musicoterapeuta precisa adquirir técnicas psicoterápicas, conhecer anatomia e desenvolver a intuição através de técnicas energéticas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde, como Reiki, Yoga, Tai Chi, etc.

(*) José Joacir dos Santos é Musicoterapeuta Oriental e membro da Sound Healing Association, EUA. Texto escrito em novembro de 2006, depois de ministrar um curso de Reiki. Clique Aqui para visitar o site do terapêuta Dr. José Joacir dos Santos!


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Definições de Musicoterapia

por: Roberto Lazaro

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Segundo a Federação Mundial de Musicoterapia, a musicoterapia é a utilização da música e/ou seus elementos (som, ritmo, melodia e harmonia), por um musicoterapeuta qualificado, com um cliente ou grupo, em um processo destinado a facilitar e promover comunicação, relacionamento, aprendizado, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêuticos relevantes, a fim de atender às necessidades físicas, mentais, sociais e cognitivas.

A Musicoterapia busca desenvolver potenciais e/ou restaurar funções do indivíduo para que ele ou ela alcance uma melhor organização intra e/ou interpessoal e, conseqüentemente, uma melhor qualidade de vida, através da prevenção, reabilitação ou tratamento.

Segundo a Wikipédia-enciclopédia online, Musicoterapia é uma ciência paramédica que utiliza a música e seus elementos constituintes, ritmo, melodia e harmonia, além de movimentos, expressão corporal, dança e qualquer outra forma de comunicação não verbal, com objetivos terapêuticos. Se desenvolve em um processo coordenado por um musicoterapeuta qualificado, com um paciente ou grupo. O objetivo primário da musicoterapia é possibilitar aos pacientes a realização de necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas.

Segundo o dicionário aurélio musicoterapia é o tratamento de certas doenças mentais pela música; meloterapia.

Fontes:
Federação Mundial de Musicoterapia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Musicoterapia
Dicionário Aurélio Sec XXI


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A Musicoterapia Tibetana e os Isntrumentos de Rituais Sagrados

por: José Joacir dos Santos

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Nos últimos vinte anos muitos terapeutas do mundo inteiro tomaram outro rumo, o das terapias holísticas com base nos conhecimentos tibetanos. Entre elas, a musicoterapia baseada em instrumentos musicais utilizados nos rituais sagrados.

Há registro da utilização por parte dos tibetanos de música para transportar objetos e até pedras para a construção de templos e edifícios. Há também registro do uso do som para a construção e outros fins nos antigos impérios egípcios. Partindo do princípio de que tudo é sagrado, o ser humano é sagrado e o seu equilíbrio está ligado ás coisas sagradas. Sinos, gongos, tingshas, pratos de metal e tigelas tibetanas têm comprovado efeito terapêutico porque vibram em tonalidades que sintonizam os elementos primordiais.

Os tibetanos jamais viram os metais preciosos, por exemplo, o ouro, com a ganância manifestada pelos ocidentais. Todos eles foram sempre vistos como parte integrante do universo e o seu uso esteve sempre ligado ao equilíbrio físico, emocional e espiritual. Os instrumentos musicais eram fabricados com metais cuja vibração sintoniza-se com os planetas. As tigelas usadas para a colheita do leite dos animais também servem para conduzir as oferendas espirituais em rituais religiosos. Tanto o alimento que dá vida ao corpo quanto a oferenda ás divindades fazem parte da mesma sintonia harmônica universal. Portanto, as tigelas são fabricadas com metais de alto teor vibracional:

Ouro – representa o Sol, a fonte de energia Yang;
Prata – representa a Lua, fonte da energia Yin;
Cobre – representa Vênus;
Ferro – representa Marte;
Latão – representa Júpiter;
Chumbo - representa Saturno;
Zinco – representa Mercúrio.

Ao bater numa tigela ou em um sino o indivíduo está entrando em conexão com as forças cósmicas dos planetas e da Lua como se digitasse um número telefônico em seu celular. Todas as células e memórias registram as vibrações dos instrumentos musicais e vibram. Dependendo da vibração há ou não uma mudança de freqüência.

A intenção e a vontade são o corpo da mensagem a ser enviada e com um objetivo: os registros de todas as nossas vidas, que se encontram em um arquivo aqui e agora, o nosso corpo. Há teorias segundo as quais os nossos registros ficam gravados em algum lugar e só são abertos depois da morte. Eu discordo disso. Somos livrarias andantes, carregamos conosco todas as memórias, conscientes ou não. Deve haver uma razão muito forte para que não lembremos de todas as nossas vidas, mesmo porque se assim fosse, como conseguiríamos administrar tanta informação?

A sensação de ter só esta vida aqui já dá pano pra mangas, imagine só conviver com todas as outras ao mesmo tempo! Voltar a algumas vidas passadas em um processo de regressão pode ajudar o indivíduo a entender a dinâmica desta vida, aqui e agora, dando ânimo e compreensão para seguir em frente.

Quais os efeitos que uma tigela de colher leite de cabra exerceria sobre o leite a ser bebido? Já se conhece o problema dos alimentos cozidos em panelas de alumínio! Lembremos que cada tom gera uma onda colorida e que cada planeta vibra em uma tonalidade. Vista do espaço, por astronautas, a Terra é azul, a cor vibratória do chácra da garganta, que representa a expressão, a voz, a fala. Que elo existiria entre a cor azul, a sintonia, equilíbrio e a garganta? A resposta parece fácil.

As tigelas cantantes são comprovadamente capazes de influenciar positivamente o bem-estar das pessoas: estimula a energia vital, relaxa, combate a insônia, melhora a concentração, normaliza a pressão sangüínea, restaura o equilíbrio do sistema imunológico, sincroniza os lados direito e esquerdo do cérebro, aumenta a criatividade, harmoniza a respiração, entre outros.

Quem afirma isso é a musicoterapeuta Anneke Huyser em seu livro “Singing bows, exercises for personal harmony”. Nos Estados Unidos existem inúmeros terapeutas holísticos trabalhando com as tigelas tibetanas como apoio terapêutico.

Antes de utilizar as tigelas em clientes, fiz inúmeros testes comigo mesmo. Um deles foi o controle da pressão e da pulsação. Verifiquei que ambos se alteram e se estabilizam com o som produzido pelas tigelas.

A sensação é de paz e equilíbrio. O grande problema dos terapeutas brasileiros é a importação dessas tigelas e demais instrumentos tibetanos, fartamente vendidos nos Estados Unidos e na Europa, mas taxados em 60% sobre seu valor em dólar pela alfândega brasileira.

Fonte: http://www.joacir.com


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A Musicoterapia e o Combate aos Problemas Psicossomáticos

por: José Joacir dos Santos

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Os cinco tons e as músicas com eles criadas proporcionam uma interação entre os pólos positivo e negativo (Yin e Yang) dos sete corpos que compõem cada indivíduo, em conexão com os cinco elementos primordiais, trazendo de volta a essência natural do ser, que é parte de um todo: corpo, mente, emoção, espírito e todas as coisas do universo.

Os problemas psicossomáticos são alvo principal da eficiência da música como instrumento de harmonização de desequilíbrios. Independentemente da vontade do indivíduo, todas as células do corpo escutam e vibram com o estímulo sonoro. Cada célula tem sua própria vibração, assim como cada órgão, tecido etc.

A musicoterapia facilita a mudança das freqüências energéticas celulares. Havendo essa mudança o desequilíbrio perde a força e tende a deixar de funcionar como centro de comando, mesmo porque passará a existir naquele campo por ela ocupada uma outra freqüência, outra força, outra polaridade.

O simples fato de você tocar um instrumento pode alterar seu estado vibracional. Mas, para que haja uma mudança de freqüência na totalidade do seu corpo é preciso que o cliente também exercite a VONTADE e a determinação para efetuar mudanças comportamentais na sua vida.

A vontade de equilibrar-se enfraquece os desequilíbrios no indivíduo. A vontade de viver aumenta a imunidade do corpo, já provado cientificamente. Os problemas mais combatidos pela musicoterapia chinesa são: Insônia (música para dormir e acordar), Ulceração Intestinal, Dor de Cabeça, Câncer, Síndrome Climática, Hipertensão, Prisão de Ventre, Arteriosclerose Coronária, Obesidade, Derrames, Menopausa, Trombose. Todas elas possuem subdivisões de acordo com a origem.

Este tipo de música não pode ser ouvido em movimento ou com fone de ouvido. Preferencialmente o cliente deve estar deitado. O terapeuta deve orientar o cliente para que ele não durma nem se mova.

Depois da sessão, é recomendado um bom copo de chá quente, de preferência feito com erva na mesma linha de terapêutica do desequilíbrio tratado. Todas as alterações e mudanças de freqüência energética passam necessariamente pelos sete chácras superiores, positiva ou negativamente.


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UNIÃO BRASILEIRA DAS ASSOCIAÇÕES DE MUSICOTERAPIA

por: Roberto Lazaro

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A UBAM - União Brasileira das Associações de Musicoterapia é uma entidade sem fins lucrativos, que congrega associações de musicoterapia com base no regime representativo de colegiado.

Dentre as finalidades da UBAM estão as de promover o desenvolvimento, a aplicação e a divulgação da Musicoterapia; e o intercâmbio entre os musicoterapêutas brasileiros e profissionais de outros países.

Embora funcionando desde 10 de outubro de 1995, sob a coordenação do primeiro secretário interino Ronaldo Pomponet Millecco, teve sua fundação oficial dia 25 de outubro de 1996, continuando Ronaldo Millecco como primeiro Secretário Geral eleito pelo colegiado de Associações, até seu falecimento em setembro de 2001.

1968 - AMT-RJ (Associação de Musicoterapia do Rio de Janeiro)
1968 - AMT-RS (Associação de Musicoterapia do Rio Grande do Sul)
1971 - AMT-PR (Associação de Musicoterapia do Paraná)
1978 - AMMT (Associação de Musicoterapia de Minas Gerais)
1990 - SGMT (Sociedade Goiana de Musicoterapia)
1990 - APEMESP (Associação de Profissionais e Estudantes de Musicoterapia de São Paulo)
1991 - ASBAMT (Associação Baiana de Musicoterapia)
1997 - AMURP (Associação de Musicoterapia de Ribeirão Preto)
998 - AMTERN (Associação de Musicoterapia do Rio Grande do Norte)
1999 - AGAMUSI (Associação Gaúcha de Musicoterapia)
2001 - AMEMG (Associação de Musicoterapeutas do Estado de Minas Gerais)

A UBAM atualmente é presidida pela Mt Maristela Pires da Cruz Smith, e tem sua sede na Rua Arthur Thiré, 251, Jardim da Saúde, Cep:04146-000, São Paulo, SP - Telefone 011 5058 3791 e Fax: 011 5058 3791


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DIFERENTES LINHAS DA PSICOLOGIA SUPORTAM A MUSICOTERAPIA

por: Roberto Lazaro

*

A música é utilizada por diversas culturas, para diferentes finalidades. Nos tempos atuais, apenas a música performática comercial tem sido valorizada, mas seu caráter lúdico é ancestral na humanidade.

A ciência que estuda e investiga a utilização do som para atingir objetivos terapêuticos é a Musicoterapia, que surge definitivamente neste século, tratando dos neuróticos da segunda guerra, nos Estados Unidos e dos sobreviventes de uma epidemia de poliomelite, na Argentina. A musicoterapia tem se baseado em quatro suportes teóricos distintos:

Psicanalítico - A música é usada para liberar pulsões sexuais e agressivas reprimidas.
Behaviorista - A música é usada para eliminar associações inapropriadas que o indivíduo aprendeu e substituí-las por outras, mais apropriadas.
Existencial Humanista - A música é usada para ajudar o indivíduo a desenvolver seu maior potencial humano.
Interpessoal - A música é usada para ajudar o indivíduo a desenvolver a capacidade de relacionamento e comunicação.

Novos modelos também têm surgido nestes últimos anos:

Sociológico - Considera que a sociedade atual é orientada principalmente para a necessidade de encontrar a identidade e o valor pessoal, e não para a luta pelas necessidades básicas e sucesso.
Músico organicista - A música é utilizada como instrumento de expansão da consciência, de individuação e de saúde.

A Biomúsica desenvolve-se a partir de um trabalho diferenciado com musicoterapia, música popular tradicional (folclore), expressão corporal, educação, e música africana.

O Musicoterapeuta Luis Kinugawa é o criador da Biomúsica e contou com a grandeza e dedicação de seus amigos “Biomúsicos” para o desenvolvimento do trabalho, desde dezembro de 1998. O trabalho realizado na África no período de 2000 a 2002 evidenciou o valor da Biomúsica, sua adaptabilidade e muitos resultados benéficos junto a refugiados, vítimas de guerra e crianças de rua.


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CANTIGAS, BRINCADEIRAS-DE-RODA E OS NÍVEIS DE LINGUAGEM EM MUSICOTERAPIA

por: Roberto Lazaro

*

No entender de Fregtman(1989), num espaço definido por pacientes e terapeutas, destacam-se “três níveis de manifestação, de inscrição de um conflito” (idid. p.48 ) Expressando-se simultaneamente, estes níveis são isolados apenas com o objetivo de se obter uma conceituação. São eles:

1) Linguagem sonora ( sons, silêncios, entonações, melodias, ritmos… )

2) Linguagem corporal ( gestos, posturas, trejeitos, tipos de movimentos…)

3) Linguagem verbal ( o discurso do paciente )

Ao trabalhar com a expressão integrada destas linguagens, o musicoterapeuta resgata o papel e a importância do corpo e os seus sons no processo terapêutico. (ibid., 1989)

Diversos são os recursos em Musicoterapia que funcionam como instrumentos de facilitação ou de ampliação destes níveis expressivos, cada qual a sua maneira. Como exemplos temos as canções, os jogos dramáticos… e as Brincadeiras-de-roda.

Tendo como plano de fundo o contexto musicoterápico, vejamos como as linguagens sonora, corporal e verbal podem se dar - e se integrar - nas Cantigas e Brincadeiras-de-roda, analisando os seus aspectos corporal, verbal e musical.

“…Quem quiser aprender a dançar

vai na casa do Juquinha

Ele pula, ele roda, ele faz requebradinha!…”

3.1) Aspecto corporal - A dança exterior e interior

Segundo Gerwitz ( Gerwitz apud. Ruud, 1990), a catarse é um elemento de grande importância no processo terapêutico. Ela pode ser provocada pela atividade física, verbalização ou fantasia. “(…) a relação da Musicoterapia com a catarse existe em todas essas três modalidades de expressão.” ( ibid., p.43, 44) Com referência a catarse pela atividade física, a dança é apontada por este autor (ibid.) como um excelente agente. Ela propicia liberação e a `ventilação dos sentimentos’ através de padrões de motilidade.

Nas Brincadeiras-de-roda, os aspectos citados acima se desenvolvem com as variações coreográficas e de movimentação onde cada participante é `convidado’ a rodar: “…roda, roda, roda caranguejo peixe é…”; “…roda, ô pinhão, bambeia ô pinhão!…”; rebolar: “…rebola chuchu, rebola, rebola que se não eu caio!…”; “…rebola pai, rebola mãe rebola filho eu também sou da família também quero rebolar…”; sambar: “…samba, samba, samba ô Lelê, pisa na barra da saia ô Lelê…”; remexer: “…dá um remelexo no corpo…”; requebrar: “…Como ele vem todo requebrado, parece um boneco desengonçado!…”; mover a cabeça e o pescoço: “… Olhai pro céu, olhai pro chão, pro chão, pro chão…”; se ajoelhar: “…Para todos se ajoelharem…”; se deitar: “…Para todos se deitarem…”; e a se levantar novamente: “…Para todos se levantarem!…” ; bater palmas e pés: “…palma, palma, palma ô fulana, pé, pé, pé, ô Fulana…”, pular: “Ora vai pulando, ora vai pulando, ora vai pulando até parar!…”; correr: “…O tempo passou a correr, a correr, a correr…”; e ainda a se agachar e a gritar: “…do berrô, do berrô que o gato deu: MIAU!!!!!!!” e outras variações mobilizadoras do corpo todo, e, por conseqüência, também da emoção.

Muitas cantigas apresentam em sua dinâmica convites - implícitos ou explícitos - para que os participantes se abracem: “… e abraçais a quem quiser…”; ” ai me dá um abraço que eu desembaraço esta pombinha que caiu no laço…”; beijem: “…da morena mais bonita quero um beijo e um abraço…” ou puxem a orelha uma das outras: “…puxa lagarta no pé da orelha!…”; se toquem com os pés: “…tira tira o seu pézinho bota aqui no pé do meu, e depois não vá dizer que você se arrependeu…”. O contato corporal e a troca de afetos - tão necessários ao pleno desenvolvimento infantil - ocorrem de forma natural e prazeirosa dentro da segurança dos limites das próprias brincadeiras.

São várias as Brincadeiras que também têm em sua dinâmica um espaço especial para a manifestação da singularidade de cada criança. Este destaque se dá: ao escolher uma outra criança para ser o seu par: “sozinha eu não fico, não hei de ficar, porque tenho a fulana para ser meu par!…”; ou para mostrar afetos e desafetos: “..entrai entrai ó linda roseira, fazei careta pra quem não gostais e abraçais quem gostas mais… ” esta não me serve, esta não me agrada, esta hei de amar, hei de amar até morrer…”; seja ao fazer o som de um bicho ou com a tarefa de reconhecer o outro através da sua voz apenas: “Senhor caçador preste bem atenção, não vá se enganar quando o gato miar: MIAU!!!”; seja ao aceitar ou ao negar algo para si próprio (exercer o poder de escolha): “…Este ofício não me agrada, de marré, marré, marré, este ofício não me agrada de marré de si !…”; seja ao recitar ou improvisar um verso: “…Por isso dona fulana entre dentro desta roda diga um verso bem bonito diga adeus e vá se embora…”. Diversas vezes este destaque também fica patente pela própria coreografia, pois a criança é convidada a se colocar no centro da roda: “…Ô dona fulana, ô dona fulana, entrarás na roda e ficarás sozinha!…”; “…Entrai na roda, ó linda princesa…” ; “O pinhão entrou na roda ô pinhão…amostra a tua figura ô pinhâo!” ;”…Pai Francisco entrou na roda…”

Por todos os aspectos corporais já citados, as Brincadeiras-de-roda tornam se excelentes pretextos para a realização do “grounding” - termo da psicoterapia corporal e que denota uma função terapêutica que “permite o rebalanceamento do tônus muscular, o enraizamento da postura e a auto-segurança.” ( Boadella apud. Chagas 1997, p.19 )

A emissão vocal (o cantar, assim como o gritar e o recitar em alguns casos) é uma constante nas Brincadeiras-de-roda. Ela pode ser considerada como parte da catarse física.

“A emissão da voz provoca, necessariamente, uma vibração corporal (…) O trabalho com a vibração da voz traz interessantes possibilidades de desbloqueio dos anéis de tensão corporal, na medida em que é uma massagem vibratória de dentro para fora, a partir do próprio som do sujeito.” ( Chagas,1990, p.587)

A voz está diretamente relacionada a emoção. O trabalho com esta forma expressiva possibilita a mobilização de um a infinidade de processos subjetivos e que não podem ser resumidos apenas ao processo catártico. Consideremos com um pouco mais de atenção as suas relações com o processo terapêutico.

A voz é um meio expressivo que nos acompanha desde as mais remotas origens individuais e coletivas, numa longa estrada que vai do choro até o canto cultural.

Em sua maleabilidade e dinâmica, as transformações timbrísticas, tonais, de intensidade, assim como os ritmos e melodias intrínsecos à voz guardam as mais íntimas relações com o desenvolvimento emocional. Assim a voz se modifica acompanhando as fases e momentos diferentes da vida de um mesmo sujeito, corporificando o seu mundo interior.

Lowen, discípulo de Wilhelm Reich, destacou mais enfaticamente a importância da voz. Segundo ele, o bloqueio de qualquer sentimento vai afetar a expressão vocal. Ao mesmo tempo, o recobrar de um pleno potencial de auto-expressão requer um uso da voz em todos os seus registros e todos os seus matizes de sentimento. Também emissões tais como o choro e o soluço são descritas como altamente mobilizadoras e eficazes no processo de desbloqueio dos anéis de tensão. Lowen dá particular atenção ao grito, por ele descrito como: “Uma explosão que sacode momentaneamente a rigidez criada pela tensão muscular crônica e que tem um forte efeito catártico na personalidade.” ( Prazeres, 1996, p. 3 )

Utilizando a observação das nuances vocais como importante recurso para uma plena compreensão do estado emocional dos seus clientes, Lowen concluiu que - em geral - “uma voz alta (tom agudo) indica um bloqueio das notas mais graves e expressivas da tristeza, e uma voz peitoral profunda (tom grave) indica uma negação do sentimento de medo e uma inibição da sua expressão pelo grito.” Wolfsohn vai ao encontro desta forma de compreensão ao afirmar que, enquanto o sonho reflete os diferentes aspectos da psique em imagens, a voz reflete imagens psicológicas em sons. (ibid.,p.3)

Paul Moses, foi buscar na voz as causas psicológicas ocultas das desordens fisiológicas. Sua participação para a instauração do método do canto como abordagem terapêutica foi fundamental. Moses pesquisou largamente a fonação no nascimento e o conjunto dos ruídos pré-verbais nos quais a expressividade vocal se expressa livremente. Concluiu que a aquisição da fala representa a submissão de instintos e sentimentos a jurisdição da palavra, acarretando numa grande perda dessa expressividade assim como em vivências traumáticas. Ele via no trabalho terapêutico com a emissão espontânea de sons vocais não verbais, a chave para ir ao encontro das dificuldades relativas a estes traumas, sendo que, para ele o cantar era a atividade que mais respondia às necessidades subseqüentes. (ibid.)

“A extensão vocal é a linguagem das emoções em oposição à articulação, linguagem das idéias… Cantar é como um compromisso. Uma recordação voluntária de um eco de satisfação pura da vocalização primitiva. É uma atividade auto-erótica, liberadora das tensões construídas pela nossa repressão.” (Moses, apud Prazeres, 1996 p.5 )

Penso que, o cantar nasce da necessidade e da urgência do ser humano em expressar o seu mundo interno, com todas as suas nuances e movimentos numa conexão profunda com o seu próprio corpo. Este funciona como caixa de ressonância, instrumento vivo que se transforma no momento mesmo do ato de cantar, e que ao mesmo tempo, permite que interfiramos na vida coletiva com a nossa singularidade.

Nas Brincadeiras-de-roda, o convite ao canto ocorre de maneira natural. Canta-se, em geralem coro, havendo algumas cantigas com espaço para `solos’. Há margem para as mais variadas explorações de dinâmica, timbre, e registros vocais, e, logo para a auto expressão pessoal e grupal. Música, corpo e emoção se integram impulsionando-se entre si.

3.2) Aspecto Musical

” Sapo jururu, na beira do rio.
Quando o sapo canta, maninha,
É porque tem frio…”

As Cantigas-de-roda possuem características musicais particulares. A pesquisadora Henriquieta Braga (1950), selecionou vários aspectos que se destacam na sua caracterização geral. Vejamos, a seguir, alguns deles de acordo com os parâmetros musicais - ritmo, melodia e harmonia.

Ritmo - A grande maioria das nossas cantigas infantis, apresenta-se em compasso binário simples, ritmo anacrústico e terminação masculina, havendo presença expressiva de síncopes muito peculiares, como as formadas por antecipações de sons finais, deslocamento das sílabas tônicas, acentuações nas partes fracas dos tempos, e interrupções por pausas. Apesar do predomínio do compasso binário simples, podemos também encontrar canções em ternário simples, quaternário, e até mesmo em quinário, como se pode examinar em “Na mão direita tem”.

Melodia - O modo predominante é o maior, geralmente abrangem âmbito de oitava, destacando-se os intervalos de segunda e terça, assim como os sons rebatidos. Também apresentam-se freqüentemente melodias com repetição insistente ou imitação de desenhos, movimento inicial ascendente dominante-tônica, movimento melódico terminal descendente sobre a tônica por graus conjuntos. Modulaçôes tonais são atípicas, ocorrendo de forma rara.

Como exemplos para as melodias com repetição de desenhos, poderíamos citar:

“Cai, cai balão
Aqui na minha mão.
Não vou lá!
Não vou lá !
Não vou lá!
Tenho medo de apanhar.”

“Bam-ba-la-lão
Senhor capitão
Espada na cinta
Sinete na mão.”

Harmonia - Sendo a voz humana o principal instrumento de execução deste tipo de canção, o acompanhamento harmônico é menos típico. Porém, a harmonia implícita neste tipo de canção é sempre a mais simples possível , em geral sobre o I, IV e V graus da escala acompanhando as tensões e cadências da melodia.

Como o próprio nome já diz - Cantigas e Brincadeiras-de-roda - tratam-se de cantigas para se brincar, e, pode-se dizer também, de cantigas que nasceram e ou se desenvolveram em contextos do universo lúdico infantil. Assim, como não podia deixar de ser, estas marcas transparecem em seus parâmetros musicais -ritmo, melodia, harmonia.

A simplicidade e o caráter essencial que figuram nestes três parâmetros , refletem os traços bio-psico-musicais típicos da etapa infantil. Os intervalos e os caminhos melódicos típicos destas cantigas coincidem com os motivos de experimentação melódica mais natural desta etapa. Por outro lado, também rítmica e estruturalmente falando podemos observar vários aspectos coincidentes. Vale lembrar, que são constantes no universo infantil a predileção pela repetição, de uma forma geral, e o próprio prazer na vivência do ritmo marcado e cadenciado. Este último, refletindo a busca da segurança e da continência, aspectos tão necessárias para um bom desenvolvimento físico e mental numa etapa da infância em que se está “(…) passando de um estado de experimentações desordenadas quanto a coordenação dos movimentos a um controle voluntário do uso do corpo (…)”(Chagas, 1990, p.586)

3.3) Aspecto verbal

“Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar

Vamos dar a meia volta, volta e meia vamos dar…”

Veríssimo de Melo (1985) distribuiu nossas cantigas em cinco grupos, de acordo com o espírito e o estado de ânimo: amorosas, satíricas, imitativas, religiosas e dramáticas.

Cada `Cantiga amorosa’ trata da questão afetiva a sua maneira .Ora contendo singelas declarações de amor: “…quem gosta de mim é ela quem gosta dela sou eu!…”; “…você gosta de mim, ô morena, eu também de você ô morena…”; ora contendo expressões de saudades e falta do ser amado: “…Periquito Maracanã, perdeu a sua Iaiá, faz um dia faz um ano que eu não vejo ela passar…”; ora falando em casamento “…vou pedir ao seu pai, ô morena, pra casar com você ô morena…” “Flores alvas é casamento, dona fulana quer se casar, dona fulana deixe disso, deixe disso olhe lá!”; Ora contendo juras de amor eterno: “…esta hei de amar, hei de amar até morrer…” ora relatando histórias de amor, nem sempre, porém, com final feliz: “…o anel que tu me deste era vidro e se quebrou, o amor que tu me tinhas era pouca e se acabou…”. Assim, podemos citar entre as Cantigas amorosas: “Pirulito que bate bate”, “Você gosta de mim”;”Periquito Maracanã”; “Esta menina que está na roda”;”Ciranda, cirandinha”;”Na mão direita tem uma roseira”; Estou presa meu bem”, ; “Tororó”; “”O Cravo brigou com a Rosa”; “Terezinha de Jesus”; “Eu sou pobre, pobre, pobre”; “A Margarida”.

A sátira também ocorre das formas mais variadas. Algumas vezes acompanhada por um toque de crueldade: “Atirei o pau no gato, to-to, mas o gato, to-to, não morreu reu-reu, dona chica-ca, admirou sê-sê, do berrô, do berrô que o gato deu. Miau!”; “Tengo, tengo,tengo, ó maninha, é de carrapicho, vou botar Fulana, na lata do lixo”. Outras simplesmente fazendo graça da condição alheia: “Chora mané não chora, chora porque não vê o limão, o limão anda na roda feito um bestaião o limão…” . Mas, de uma maneira ou de outra, sempre com muito bom humor: “…Como ele vem todo requebrado parece um boneco desengonçado!”; “Lagarta pintada, quem foi que te pintou? Foi uma velha que passou por aqui!” . Assim, podemos citar como exemplos das Cantigas satíricas: “Atirei o pau no gato”; “Tengo, tengo, tengo”; “Chora mané, não chora”; “Pai Francisco”; “O Sindô lelê”; “Lagarta pintada”; “Oh! Sindô lelê”, “Fui a Espanha”.

Poeticamente falando, as Cantigas Imitativas são talvez, de todas, as mais simples. Em geral, elas trazem em seu texto claras propostas de movimentos, a partir das quais os participantes de fato imitam bichos: “Passarinho da lagoa, se tu queres avoar, avoa avoa, avoa já. O biquinho pelo chão, as azinhas pelo ar, avoa, avoa, avoa já.”; “Carneirinho, carneirão neirão neirão, olhai pro céu, olhai pro chão, pro chão, pro chão…”; objetos do cotidiano: “…roda pinhão, bambeia ô pinhão…” profissões: ” …as lavadeiras fazem assim, assim, assim…”; “…os soldados fazem assim. assim, assim…”; ou outros personagens e situações que podem inclusive ser adicionadas de improviso por cada participante , como por exemplo: “…os pioientos fazem assim, assim, assim…”; “…as vaidosas fazem assim, assim, assim…”. Podemos citar entre as Cantigas imitativas: “Passarinho da lagoa”, “Carneirinho, carneirão”, “O pinhão”, “La na ponte da Aliança”; “Seu Lobo”; “Escravos de Jó”.

Contendo referências a elementos ou imagens da religião, como em: “…vamos ver a barca nova que do céu caiu no mar”; ou em: “… Nossa Senhora dentro, os anjinhos a remar…”; ou ainda em: “…que anjos são esses que estão me arrodiando, de noite e de dia, padre nosso ave Maria?…”. Podemos citar entre as Cantigas religiosas: “Capelinha de melão”, “Vamos maninha vamos”, “Senhora Dona Arcanjila”.

Com enredo em que surgem situações de conflito ou ameaça, como em: “…rá, rá, rá, minha machadinha, quem que te roubou sabendo que eras minha…”; ou em : “…Quase que não tomo pé, por causa de um remador que remou contra a maré…” podemos citar como Cantigas dramáticas: “O baú” e “A Machadinha”.

 Observações Importantes! Até o momento eu desconheço o autor original do artigo que foi retirado da internet em meio á outros artigos diversos através de um programa de troca de arquivos. A ilustração do artigo é de minha autoria, resultado de uma montagem feita com diversas imagens coletadas na internet.


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MÚSICO SÉRGIO RAMOS

por: Roberto Lazaro

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Violonista, compositor, arranjador, este talentoso artista brasileiro domina vários estilos musicais como: Bossa Nova, Blues, Samba, Jazz, World Music, New Age, com muita propriedade, imprimindo em todos, a marca personalíssima de seu estilo, inconfundível.

Nascido em 1954, em São Paulo, reside atualmente na cidade Uberaba, MG, onde se dedica também ao ensino de violão, guitarra e harmonia e a um projeto de Musicoludoterapia com crianças de 03 a 12 anos de idade.

Acostumado a uma convivência constante com a música desde cedo, filho e irmão de exímios músicos , iniciou seus estudos por volta dos 11 anos de idade, com o irmão Paulo Ramos. Já aos 12 anos fez sua primeira apresentação pública. Aos 14 anos integrava um conjunto, em companhia do Pai, o acordenonista português Domingos Ramos. Sua mãe era angolana.

Sérgio Ramos é um autodidata. Elegeu os clássicos como sua primeira base de estudos e a partir desse sólido conhecimento busca na música universal de todos os tempos as suas fontes de pesquisa . É também guitarrista e contrabaixista, mas se dedica primordialmente ao violão que considera “o seu instrumento”.

Artista eclético e versátil, Sérgio Ramos tem uma preocupação especial com a harmonia. Com um domínio perfeito e elegante dos efeitos dissonantes e uma busca incessante de novos timbres, seus arranjos são elaborados com esmero, e se encadeiam numa profusão de acordes, quase sempre invertidos, permeados de contrapontos, que criam ricos matizes sonoros e dão ao conjunto uma completude e beleza surpreendentes.

Contato com Sérgio: (34) 3333.6390 ou sergioramos.guitar@terra.com.br

O instrumentista

Iniciando sua carreira como instrumentista em Uberaba, ainda muito jovem mudou-se para São Paulo-SP, onde tocou em diversas casas noturnas. Participou de vários conjuntos musicais como guitarrista, violonista e contrabaixista, viajando por todo o Brasil, experiência que muito contribuiu para despertar-lhe um grande interesse sobre o estudo da diversidade e riqueza da musica brasileira. Observador nato, empreendeu várias pesquisas musicais, inclusive em estúdios, buscando conhecer melhor a arte musical brasileira e aperfeiçoar sua técnica e expressividade.

Tanto na guitarra quanto ao violão, criou um estilo muito pessoal, mostrando um domínio ágil dos mais diversos ritmos, uma sonoridade perfeita, e uma interpretação vigorosa e extremamente sensível .

Vem de Minas Gerais, especialmente da região de Belo Horizonte, sua principal fonte de inspiração musical , onde residiu e continuou sua carreira e seus estudos, na década de 1980 . Ali, grandes nomes da MPB, internacionalmente conhecidos, como Milton Nascimento, Dércio Marques (intérprete de algumas das músicas de Sérgio), Toninho Horta, Tavinho Moura , Beto Guedes , Guinga , Paulinho Pedra Azul , lançaram as bases de uma importante vertente da Música Popular Brasileira , culta, e bem elaborada. Bebendo também dessa fonte, Sérgio Ramos tem hoje o seu trabalho reconhecido por esses artistas, que o têm como um dos expoentes da moderna música brasileira.

O compositor e Arranjador

Artista eclético e versátil, Sérgio Ramos tem uma preocupação especial com a harmonia. Com um domínio perfeito e elegante dos efeitos dissonantes e uma busca incessante de novos timbres, seus arranjos são elaborados com esmero, e se encadeiam numa profusão de acordes, quase sempre invertidos , permeados de contrapontos, que criam ricos matizes sonoros e dão ao conjunto uma completude e beleza surpreendentes.

Profundamente identificado com as raízes culturais brasileiras, o elemento rítmico é um componente marcante em sua música, revelando a influência africana e um lado oriental que desponta em Fiat-Lux, seu segundo CD. Dedicando boa parte de seu tempo à pequisa e ao estudo da música em todas as suas manifestações, Sérgio Ramos não se preocupa em seguir uma tendência pré-estabelecida , transitando com propriedade de um estilo para o outro .Acredita que a música não tem fronteiras e se sente livre para expressar suas concepções e sentimentos numa linguagem musical que ora convida à alegria, ao movimento, à dança, ora à interiorização e ao recolhimento.

Cada peça de sua obra tem o um encanto singular, uma peculiaridade, a marca de seu talento ímpar, reunindo com grande mestria, em torno de seu violão, instrumentos acústicos e eletrônicos diversos, sons da natureza e efeitos especiais.

Em sua fase mais recente, cujo registro se encontra basicamente no CD Fiat Lux, Sérgio Ramos traz uma música progressiva , futurista e quase mística, que incorpora elementos orientais e ocidentais em belíssimas composições que harmonizam e convocam à sintonia do eu consigo mesmo, com o Cosmos e com o Criador. Uma música-luz , bálsamo para a humanidade a caminho da Nova Era.

Discografia

Princesa » 1996 » Peça Clássica » Gravada pela Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto - SP.

Criação » 1997 » Uberaba/MG » CD com 12 canções no gênero MPB (Música Popular Brasileira ).

Fiat Lux » 1998 » Uberaba/MG » CD com 08 faixas instrumentais no gênero World Music .

Semear » 1999 » Rio de Janeiro/RJ » CD com 12 canções com temas holísticos.

Urupê » 2000 » Uberaba/MG » CD instrumental acústico eletrônico com sete faixas , gênero jazzístico-brasileiro ,com temas e improvisações.

Sete Colinas » 2001 » Uberaba/MG » CD com 15 faixas instrumentais ou cantadas, em estilo MPB mineira.

Participações

Renascer » CD de Regina Bazílio » 1998 » Uberaba/MG ( como compositor )

Cantigas de Abraçar » 1999 » CD de Dércio Marques que conta com a participação de Elomar, Xangai, Renato Teixeira, Carlinhos Brown, Paulinho Pedra Azul (como compositor e instrumentista na faixa “Esperança Passarin”)

Volume 12 » Planeta Nova Era » Compilação no estilo New Age/World Music, com a participação de autores brasileiros e internacionais (Faixa Faz-se a Luz)

Cores de Minas » 2000 » CD de Marcelo Taynara ( co-autor da Música Sete Colinas e violonista em cinco faixas)

Grupos Musicais

Os Seresteiros » 1969

Rossetti » 1971

Dimenson » 1972

Mugstones » 1973

Alquimia » 1990

Musical Harmonia » 1994

Expressão Musical » 1996

Shows

Terceiro Musical Eletrônico Sound Center 1991 » Uberaba/MG

Criação » 1997 » Uberaba, Montes Claros, Lagoa da Prata, Arcos e Belo Horizonte/MG

Apresentações em diversas casas na cidade e região

Noite da Bossa Nova » 1997 » Uberaba/MG

Isto é Brasil »1997 » Uberaba/MG

Renascer » 1998 » Uberaba/MG

Bem que se quis » 1997 » Uberaba/MG

Minas e sua Música » 1998 » Uberaba/MG

Encontro Musical » Voz, amigos e Violão » 1998 » Uberaba/MG

Estado da Música » 1998 » TV Cultura » Belo Horizonte/MG

Diversas apresentações em emissoras de rádio e TV de Uberaba e região.

Do Ensino da Música à Musicoludoterapia

Paralelamente às suas atividades artísticas, Sérgio Ramos dedica, há cerca de três décadas, especial atenção ao ensino da música e de instrumentos de corda como: violão, guitarra, contra-baixo.

Criou e regeu, na década de 1980, a Banda de Música ” Lira de São Carlos” composta por um grupo de adolescentes, na Cidade mineira de Lagoa da Prata.

É docente da Escola de Música Soud Center, de Uberaba, desde 1991.

É pesquisador, co-autor e orientador musical do Projeto Domingos Ramos, de Musicoludoterapia, iniciado em Uberaba -MG em 1996 visando ao desenvolvimento integral, ao equilíbrio e à harmonização através da música, e atende atualmente a 250 (duzentas e cinquenta ) crianças e pré-adolescentes na faixa etária de 03 a 12 anos.

Sobre a arte de Sérgio Ramos

Criação

Criação revela a versatilidade desse artista que reúne: jazz, blues, reggae, samba, bossa, frevo, baião, sempre com a marca personalíssima que define o seu estilo: a modernidade, presente nos temas, na concepção rítmica , na riqueza da harmonia. São doze faixas, duas instrumentais e dez cantadas. Para a interpretação, Sérgio convida também músicos e cantores uberabenses de grande talento, dentre eles o extraordinário Dércio Marques.

Fiat Lux

Música instrumental harmonizante com belíssimos arranjos com violões, violinos, teclados, sons de natureza. Sem a preocupação de seguir um estilo preestabelecido, Fiat Lux traz uma música progressiva, mística e futurista que convida à interiorização, à sintonia do eu consigo mesmo, com o Criador e com o Cosmos. Com oito faixas, este belíssimo CD traz um pouco a expressão da universalidade musical, ora lembrando a leveza dos sons orientais, ora incorporando um vigor rítmico que reúne elementos brasileiros, africanos, latinos

Urupê

Instrumental acústico eletrônico riquíssimo em arranjos , percussão, teclados, guitarras , efeitos e o inconfundível violão de Sérgio Ramos. São sete faixas. A alegria é o tom deste trabalho que traz a marca forte da brasilidade do autor com sua música, sempre atual e vibrante, sem rótulos nem fronteiras. Incorporando as raízes do Samba, o Jazz, o Baião, o Pop, o Funk, este trabalho traz, como nunca, a “marca registrada” do autor, cuja profundidade musical é inconteste.

Sete Colinas

Este CD lançado em 2001, reúne 15 composições de Sérgio Ramos e Marcelo Taynara em MPB regional. Os temas retratam aspectos culturais do Triângulo Mineiro. Os ritmos de alguma faixas resgatam raízes afro-brasileiras. Modernas melodias e uma harmonia quase sempre muito sofisticada conferem ao trabalho um toque especial, que o equipara à mais autêntica MPB mineira da atualidade. A caminhada musical de Sérgio Ramos e Marcelo Taynara vem despertando a atenção não só do público mas também da crítica musical , que os tem considerado verdadeiros expoentes da MPB de boa qualidade. Ultrapassando as fronteiras de Uberaba e região , esses dois músicos são hoje amplamente conhecidos e reconhecidos pelo seu talento e o seu compromisso com as nossas raízes culturais. Seus CDs correm hoje o Brasil, o Canadá, Espanha, França e América Latina.


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