Como trocar as cordas de um violão

Girar, girar, girar
até que a corda ceda.
Então, com dedos calejados
Desamarrá-la do rastilho.
Chamá-lo assim:
Meu doce alaúde,
Meu violão.
Pensar na amada.
Com raiva: arrancar cada corda
De um só estirão.
Sentir o corte do náilon
Na palma da mão.
A corda estala,
As cravelhas saltam,
O rastilho estoura,
O braço se parte,
Madeira e verniz
Rasgando de dor.
Algo há de ceder: o violão
Ou você.
** lindo poema gentilmente cedido ao Violamineira por Lavinia Saad, poeta ímpar, habilidosa na escolha e sutileza das palavras.
O POEMA ACIMA FOI COPIADO NA ÍNTEGRA DO SITE Viola Mineira, que foi desenvolvido por Luciano Borges. Outra grande fonte de informações sobre instrumentos de corda na internet moderna!
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