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Adicionado in Curso de Teclado e Piano

História do Teclado

História do Teclado

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Você sabe qual a história do teclado? Nunca se perguntou qual a sua origem? Descubra agora mesmo;

Antes de começarmos a abordar todos os assuntos referentes ao Teclado, vamos faz uma abordagem introdutória sobre a história dele, para que vocês amantes, do teclado eletrônico, possam conhecer mais a fundo o instrumento que irá predominar em seus estudos.

O teclado é um dos instrumentos mais utilizados atualmente, por causa da sua grande flexibilidade e diversas finalidades no mundo da música. Com um simples teclado pode-se dispensar o acompanhamento básico de outros componentes de um grupo musical (baterista, guitarrista, contrabaixista, etc.)

O teclado é dividido em 4 tipos: Sintetizadores, Teclados com acompanhamento automático, Workstations, Pianos digitais e Controladores.

Os Sintetizadores são os mais usados atualmente. É um instrumento que possui vários timbres (sons) que na qual podem ser editados (alteração de frequências, modulação, efeitos, etc.), com isso criando novos timbres (sons).

Os Teclados com acompanhamento automático, São teclados que possuem vários estilos musicais (pop, jazz, rock, balada, samba, bossa nova, dance, e muitos outros), onde pode-se criar e modificar outros estilos, acompanhados por parte rí­tmica (bateria), baixo, strings, cordas (violão, guitarra), metais (trompete, trombone, etc.), bem como ainda pode-se sintetizar estes timbres (sons).

Os Workstations, são teclados mais complexos, que envolve sí­ntese de sons e sequencia-dores para composição, arranjos de partes musicais ou peças musicais completas, e ainda possuem a capacidade de sí­ntese de timbres (sons).

Os Pianos digitais, São teclados com várias teclas (76,88), que possuem vários timbres de piano, gran piano, piano elétrico, cravo, etc..

Os Controladores são teclados com várias teclas (76,88), na maioria das vezes não possuem timbres, que tem a finalidade de controlar outros instrumentos digitais através de MIDI (comunicação entre instrumentos digitais), controla uma bateria eletrônica, computadores, módulos de som, etc..

Como já dissemos, o tipo de teclado mais usado entre os músicos no momento é o sintetizador. Vamos se basear nele para que você fique por dentro sobre sua história. Um bom sintetizador pode imitar sons da natureza tais como o canto de pássaros, vento, trovões, etc; imitar todos os instrumentos musicais acústicos e elétricos como os de uma orquestra sinfônica (ou mesma de uma guitarra elétrica) e pode simular sons de helicópteros , carros, ruídos, virtualmente quase qualquer som.

Obviamente o sintetizador definitivamente proporcionou ? música um enfoque criativo muito grande pois muitos músicos e técnicos desenvolveram sons novos até então, além da imaginação.

Pode-se dizer que 3 pessoas foram responsáveis pela popularidade deste instrumento :

Robert A. Moog – pode-se dizer que foi o inventor do sintetizador . Fundou a Moog Music Inc. no final dos anos 60 , fabricante dos sintetizadores Moog.

Wendy Carlos – foi responsável pela primeira obra musical – totalmente executada em um sintetizador Moog – a obter sucesso comercial com o Lp Switched on Bach (1968). Trazia obras de Johann Sebastian Bach e foi aclamado pela crí­tica e público, inclusive pelo controvertido pianista Glenn Gould. Wendy Carlos procurou não imitar qualquer instrumento de orquestra. Reformulou todos os timbres. Posteriormente foi responsável pela trilha sonora dos filmes “A Laranja Mecânica” e “O Iluminado”, ambos de Stanley Kubrick.

Keith Emerson – Integrante do grupo de rock progressivo inglês “Emerson , Lake & Palmer”. Foi o primeiro a usar o “Moog” no rock , inclusive ao vivo , nos palcos. O próprio inventor, Robert Moog, o desaconselhou devido a instabilidade na afinação do instrumento e a dificuldade de se mudar rapidamente os timbres.

Os Moog mais sofisticados eram os “modulares”. Os módulos de criação de sons podiam ser adquiridos conforme a necessidade, contudo o preço era muito alto, acima dos U$ 10.000,00 , e muito complicado de se operar. Podiam chegar ao tamanho de uma parede e os módulos eram interligados com cabos , como os de uma telefonista.

A Moog Music resolveu lançar um sintetizador mais barato e fácil de se operar , certamente sacrificando sua flexibilidade. Surgia o “Minimoog” que foi provavelmente o sintetizador mais importante pela sua popularidade.

Na realidade o sintetizador foi criado em 1955 pela RCA (Rádio Corporation of América). Apesar de ter ganho o Prêmio Nobel nesse ano, este sintetizador era um instrumento que somente podia ser operado por técnicos. Engenheiros especializados precisavam de horas para criar algum som Útil. Conhecido como RCA MkII, tinha mais de 2 metros de altura e 5 metros de comprimento. Custava U$ 175.000,00.

Os poucos músicos capazes de operá-lo eram obrigados a revezar-se em turnos e fazer uma reserva no estádio da Universidade de Columbia/Princeton em Nova York.
Robert Moog, por ser músico (teve aulas de piano por 12 anos), além de engenheiro e físico, teve um approach diferente, desenvolvendo um instrumento mais acessível e orientado para músicos, e não para técnicos. Foi com a sua invenção que o sintetizador começou a se popularizar. Por esse motivo e ele é considerado o “Pai do Sintetizador”.

Atualmente Bob Moog não trabalha mais na empresa que tem o seu nome (Moog Music). Fundou a “Big Em 1962, Robert Moog apresentou o seu sintetizador. Seu primeiro comprador foi Alwin Nikolais, um famoso coreógrafo. Seu segundo foi Eric Siday, um compositor de comerciais (jingles). Havia dinheiro o bastante para manter-se no negócio, mas não existiam muitos compradores, de fato só se ouvia sons de sintetizador em jingles.

Moog procurou encontrar-se com o maior numero de músicos que podia para divulgar o sintetizador. Dentre eles conheceu Wendy Carlos, que com o álbum “Switched-On Bach” divulgou o instrumento para o mundo. Carlos chegou a colaborar com Robert Moog no aperfeiçoamento do instrumento. Briar”, onde produz dispositivos para seus antigos instrumentos e theremins (um instrumento musical eletrônico que é executado movendo-se as mãos perto de uma antena – muito usado em filmes de fixação cientí­fica e horror). Talvez por ser um cientista, e não um negociador, vendeu os direitos do seu nome e criação, ironicamente perdendo o direito de usar seu próprio nome.

No final dos anos 90 voltou ? mídia, em comemoração dos 30 anos do sintetizador Moog, juntamente com o músico Keith Emerson. O inglês Keith Emerson (nascido em 02/nov/1944) pode ser considerado um dos mais importantes tecladistas do rock, se não for o mais importante. Pianista, organista, show man, Emerson fez pelos teclados o que Jimmy Hendrix fez pela guitarra: exibições virtuosí­sticas, destruição de instrumentos, utilizando inclusive elementos pirotécnicos. A efervescência das suas apresentações perdia somente para a sua musicalidade. Emerson conseguiu levar a música clássica ao rock, sendo também um dos pais do rock progressivo. Começou com o grupo “the Nice” e posteriormente consagrou-se com o trio “Emerson, Lake & Palmer” (ELP), além de compor diversas trilhas sonoras para filmes. Foi o primeiro a usar um sintetizador num palco , ao vivo.

O sintetizador foi descoberto por Emerson em 1968, através do álbum “Switched-On Bach” de Wendy Carlos. Ficou fascinado pelo aspecto do instrumento que constava na capa, bem como a sua sonoridade. Na época descobriu que em toda a Inglaterra havia apenas um destes instrumentos, o qual conseguiu emprestado para um dos seus shows (ainda com o “the Nice”).

O público ficou intrigado com o som estranho e não conseguia compreender o que estava fazendo aquele som. Decidiu comprar um Moog modular, o qual pagou 13.000 libras (cerca de US$ 21.000 dólares). Teve muito trabalho com o sintetizador no iní­cio: recebeu-o desmontado em diversas caixas, não havia qualquer manual (montagem ou operação) e sempre desafinava nas turnês
Emerson entrou em contato com Robert Moog e viajou até o seu centro de desenvolvimento em Nova York.

A principio o Dr. Moog por acreditar que sua invenção deveria ser usada somente em estádios, desaconselhou Emerson a usar o instrumento ao vivo, num palco. Emerson conseguiu convencer Robert Moog do contrário, que acabou aperfeiçoando o sintetizador e posteriormente desenvolveu novos instrumentos ( como o Minimoog), para apresentações ao vivo. Certamente Emerson influenciou a forma em que evoluiu o sintetizador. Bob Moog e Emerson se reencontraram em 1999, em Los Angeles, comemorando os 30 anos da música eletrônica.

Com o aparecimento do álbum “Switched-on Bach” em 1968, Wendy Carlos tornou-se instantaneamente uma celebridade e o álbum tornou-se um dos maiores best-sellers clássicos de todos os tempos. Desde o início de sua juventude, Wendy Carlos (nascida em Pawtucket, Rhode Island, E.U.A. – 1939) demonstrou um forte interesse em música e tecnologia científica. Precocemente, aos 10 anos de idade ela compôs um Trio para Clarinete, Acordeão e Piano, e quatro anos mais tarde construiu um pequeno computador. Quando tinha 17 anos de idade montou um estádio de música eletrônica e produziu sua primeira composição a qual utilizava sons criados e manipulados em gravadores de rolo. Estudou música e fí­sica.

Em 1965 Wendy Carlos, na época engenheira de som do estúdio Gotham Recording (Nova York), comprou uma das máquinas de Robert Moog e em 1966 ela construiu seu próprio estádio de gravação (8 pistas) em casa. Ainda em 1966 ela iniciou a gravação do hoje lendário “Switched-on Bach” onde Carlos executava no sintetizador Moog obras de J.S.Bach ( houve um cuidado musicológico de sua parte com relação ao estilo barroco), gravando cada timbre pista por pista, pois o instrumento era monofónico (emitia somente uma nota por vez). Um trabalho insano que foi consagrado como o primeiro álbum clássico a receber o “disco de platina”.

Após aperfeiçoar sua técnica no álbum “The Well-Tempered Synthesizer”, Wendy apresentou o uso do vocoder (processador de voz – fabricado por Moog) para vocalizações sintetizadas para a trilha sonora do filme “A Laranja Mecânica” do diretor Stanley Kubrick, desta vez usando basicamente obras de Beethoven e composições próprias. Sua obra seguinte, “Sonic Seasonings”, apresentou o que conhecemos hoje como o estilo New-Age , utilizando o sintetizador Moog para simular sons da natureza, tais como chuvas, ventos, pássaros, lobos uivando, etc. Compôs trilhas para os filmes “O Iluminado” ( também de Kubrick) e “Tron” (dos estádios Disney)

Após o sucesso do sintetizador Moog, começaram a surgir diversos outros fabricantes de sintetizadores : Arp (provavelmente o concorrente principal da Moog Music no inicio), E-mu, Korg, Oberheim, Roland, dentre outros.

A tendência natural foi produzir sintetizadores cada vez mais voltados para performances ao vivo: mais estáveis (que não desafinassem muito com o passar do tempo), menores e com preço mais acessível.

Alguns anos depois os sintetizadores passaram a ser polifónicos, ou seja, podiam executar várias notas simultaneamente, possibilitando tocar acordes. Na maior parte da vezes, técnicamente falando, estes novos instrumentos nada mais eram do que vários sintetizadores acoplados em um único instrumento. Por exemplo: um sintetizador com a polifonia de 4 notas, nada mais era do que um instrumento composto por quatro sintetizadores.

Ainda havia um grande problema. Para alterar o som do instrumento por exemplo, mudar o som de uma flauta, para o som de um violino, o músico era obrigado a alterar diversos parâmetros, nos controles/botões do instrumento. Isso requeria conhecimento técnico e tempo. Alguns músicos, utilizavam diversos sintetizadores e quando necessitavam mudar de som, tinham que mudar de instrumento. A solução veio com o advento da memória. Por intermédio de botões memorizavam-se os sons criados (sistema que é usado até hoje), algo muito semelhante ao que se já encontrava nos órgãos.

Atualmente existem inúmeras marcas de teclados (sintetizadores), que vão dos mais simples aos mais sofisticados com grande possibilidade de síntese de sons e arranjos musicais. As marcas mais conhecidas são Cassio, Yamaha, Kawai, Roland, Korg , Alesis, Techinics, Solton, Ensomiq, Peavy, General Music (GEM), Minami, Kurzwell, CCE e E-mu .
Texto extraí­do de internet: A história do instrumento.

Entenda um pouco mais sobre a história do teclado clicando aqui;

Espero que você tenha gostado deste artigo, qualquer dúvida ou sugestão para esta aula sobre a história do teclado deixe o seu comentário.

Bons estudos

Violão Brasil

15 Comments

  1. Caramba não sabia que tinha tudo isso até chegar aos dias de hoje.

  2. Matéria extremamente interessante! Parabéns!

  3. vocês estão de parabéns!!!Obrigado pela história.

  4. linda história, que conhecimento!!, acho que toda escola deveria ter aula de música , além de ser uma agrande terapia o conhecimento a cima da música volta se ao conhecimento da história, parábens , ainda nem entrei na música e já estou me sentindo um músico, rsrs…valeu…

  5. massa demais!!! muita coisa pra um teclado só!!uahuah Amei a história!

  6. AI TO ADORANDO . TOMARA QUE EU CONSIGA.

  7. Legal a história.
    Antes era tão grande hj podemos carregar no braço.

  8. Poxa que legalllll!não sabia que tinha isso tudo…

  9. Adorei saber sobre a História do teclado.Tomara que eu consiga aprender teclado um dia .

  10. Gostei muito de ter aprendido um pouco mas do instrumento que gosto.Continuem assim!!

  11. Muito legal o texto,e assim também foi aprender neste sit um pouco mais sobre este instrumento que eu gosto muito.

  12. Nada melhor que o conhecimento e dentro do tema musical e teclado/piano, esta matéria me enriqueceu sobretudo pelo aspecto histórico do instrumento com teclas, e sua evolução.

  13. eu achei muito legal a historia!!!!!

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