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Adicionado in Entrevistas, Luthier

Entrevista com Márcio Gouvêa

Entrevista com Márcio Gouvêa

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1) Qual é Seu nome completo, sua idade? De qual cidade você é?
Márcio Alexandre de Gouvêa, nasci em Arapongas, Paraná no dia 17 de abril de 1971. Estou pra completar 37 anos de idade.

2) Qual sua formação musical?
Minha formação musical foi basicamente auto-didata não possuindo nenhuma graduação ou diploma de conservatório ou escola na área.

3) Quais festivais e concursos que participou?
Participei de alguns eventos consideráveis, como por exemplo: dos Festivais de Música de Londrina, Campos do Jordão (Seminário Latino-Americano de Violão – SP), Cascavel, Seminário de Violão Souza Lima – SP. Participei também de um Concurso Nacional de Violão Souza Lima onde alcancei o 1º prêmio.

4) Estuda violão há quanto tempo?
Iniciei o violão clássico com Nelson Bolzoni (Londrina) e mais tarde estudei 1 ano e 3 meses com Luiz Bueno (Curitiba). Estudei muito violão dos 16 aos 27 anos de idade, hoje não tenho muito tempo pra praticar.

5) Como você costuma fazer apresentações?
Eu mesmo organizo Saraus, concerto com amigos, eventos de amigos ou convite pela Secretaria de Cultura da cidade. Porém fiquei parado muito tempo devido ? faculdade de PD e outras atividades.

6) O violão é sua principal fonte de renda?
Não, aliás, atualmente não vivo de violão.

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7) Quantos violões você já teve antes do Munhoz M7? Porque optou por um Violão Munhoz modelo M7, que é top de linha deste autor, ou seja, um investimento pesado para nossa realidade?
Olha, tive uns 5 violões sendo o último um F. Munhoz M4 de 93.

Eu optei pelo M7 devido ao material usado na construção do instrumento o que ajuda consideravelmente na qualidade em todos os aspectos, além da evolução (pesquisa) dos atuais violões Munhoz em relação aos mais antigos, não desmerecendo o meu antigo M4, o qual falava muito.

violao_munhoz.jpg

O sr. Francisco e seu filho Miguel sempre buscam o crescimento da qualidade do instrumento, sendo incansáveis neste quesito. Olhando para dentro do corpo do violão percebemos algumas diferenças na construção.

violao_luthier.jpg

8) Como é este violão Munhoz M7, sonoridade, acabamento? Estou impressionado com este tampo de cedro assim como todo o acabamento, que tipo de cedro é este!?

Quando eu abri o estojo no dia 13 de maio na casa do meu pai, onde chegou o violão, levei um baita susto. Estranhei a cor de tampo. Achei que pudesse ser o tom do verniz, mas meu amigo de Uberaba viu o violão sem verniz e disse que o tampo era daquela cor mesmo. É um cedro café muito raro que estava com o sr. Francisco há uns 30 anos, fora o tempo que estava em poder do antecedente. Este cedro é de uma densidade fantástica, segundo o Miguel. Geralmente a tendência sonora do cedro é bem mais doce que as demais madeiras, porém o Miguel conseguiu extrair um som não só doce como, também, cristalino, puro e firme, com notas bem definidas e sustentadas, apesar do violão estar muito novo ainda, ou seja está “verde”, mas isto não quer dizer que ele não tem potência. O que quero dizer que ele vai desenvolver muito ainda a sua sonoridade.

Tudo isto sem falar no Jacarandá da Bahia (Nigro), cor escura, uma maravilha sem preço, de uns 80 anos, um sonho. Em relação ao acabamento o que posso dizer é que até minha esposa (detalhista como toda mulher) ficou maravilhada com o violão. Aliás acho melhor olharem as fotos.

9) Poderia deixar uma mensagem para quem está iniciando, pesquisando por violões de autor, repertório e escolas de música dentre outros aspectos do mundo violoní­stico?
Apesar de estar afastado do cí­rculo, gostaria de dizer para os iniciantes do violão que, na medida do possí­vel, participassem de eventos específicos deste instrumento, onde poderão desenvolver o conhecimento em todos os aspéctos, assim fora comigo.

Lembre-se um bom aluno é um grande observador. Mas não ficar só nisso, é preciso escutar outras coisas, ou seja, outros instrumentos, formações camerí­sticas, orquestras. Nunca force sua alma. Se escuta algo que não lhe agrada “stop”. Não se prenda muito ? técnicas, e sim, ? música.
“Não haveria mundo, mas haveria música”

Abraço ? todos.

Márcio Gouvêa

2 Comments

  1. Galera,

    Recebi uma notícia triste:

    Falecimento do Luthier Francisco Munhoz

    É com muita tristeza que comunicamos a notícia do falecimento do luthier Francisco Munhoz, ocorrido em Uberaba, no dia 25 de dezembro de 2009.

    O Sr. Munhoz foi um excelente luthier e dezenas de grandes violonistas brasileiros tem o privilégio de tocar em seus instrumentos. Eu tive uma relação de amizade muito fraterna com o Munhoz nos anos que morou em São Paulo e toco num violão feito por ele, em 1989.

    Miguel Munhoz, filho do Sr. Francisco, já trabalhando com o pai há muitos anos, com certeza, manterá viva a qualidade e a tradição dos violões “MUNHOZ”.

    Para a esposa, filhos e familiares envio meu abraço de grande admirador e amigo do querido Francisco Munhoz.

    Oscar Ferreira

  2. Bom dia. Gostaria que alguem por favor me fornece-se o e-mail ,site ou telefone de Marcio Govêa pois tenho interesse no seu m7. Atraves desse e-mail RodrigoservodeCristo@hotmail.com desde o já obrigado.

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