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Adicionado in Grandes Músicos

Henrique Pinto – Uma vida ao Violão

Henrique Pinto – Uma vida ao Violão

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Hoje acima do bem e do mau, um dos grandes í­cones didatas da nossa história. Com o tí­tulo de “Notório Saber”, expedido pelo MEC, dentre outros vários tí­tulos, Henrique tem a humildade ao seu lado como uma das suas qualidades,“uma pessoa super humilde de lidar” ouvi de meu professor que o conheceu pessoalmente. Se o assunto for violão, basta dizer HP. Gostaria de convida-los a ler um pouco de sua biografia seguida de uma entrevista a revista concerto em 1999.

B I O G R A F I A

Como formação musical inicia com Sérgio Scarpiello, estudando sucessivamente com Manoel São Marcos, Isaias Sávio, Carlos Barbosa Lima, José Thomaz (Santiago de Compostela-Espanha) e Abel Carlevaro (Uruguai); harmonia, contraponto, análise e interpretação com Guido Santórsola e Mario Ficarelli.

Sua trajetória como professor é bastante intensa, tendo ministrado aulas na: Fundação das Artes de São Caetano do Sul, Conservatório Musical Brooklim Paulista. Posteriormente recebe o título de “Notório Saber”, expedido pelo MEC, por seu currículo como concertista e camerista, passando a lecionar em faculdades, como: Instituto Normal de Música, Faculdade Mozarteum de São Paulo, e São Judas Tadeu.

Hoje leciona da FAAM-FMU, Escola Municipal de Música, Faculdade Cantareira e particularmente. É convidado a lecionar em cursos de férias, tais como: Porto Alegre, Montenegro e Vale Veneto, Caxias do Sul e Foz do Iguaçu (PR) Joinville, Brusque e Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Brasília (DF), Campos de Jordão (SP), Salvador (BA), João Pessoa (PB), Campo Grande (MS), Belém (PA), Vitória (ES), Medellim (Columbia), Cochabamba e Lá Paz (Bolí­via), Santo Tirso e Aveiro (Portugal) e Koblenz (Alemanha).

Tem editado uma série de trabalhos didáticos pela Ricordi Brasileira. Seu “Ciranda das Seis Cordas” foi reeditado na Itália e é utilizado em escolas de música de vários países da Europa. Como integrante do “Violão-Câmara-Trio”, lançou em 1.989 um LP, que foi comentado pelo maestro Júlio Medaglia como “…..um dos melhores discos de música instrumental do ano”.

Coordenou cursos de técnica e interpretação violoní­stica na Faculdade Mozarteum de São Paulo e Conservatório Musical Brooklim Paulista. Hoje é organizador dos concursos e Seminários de Violão do Conservatório Souza Lima. Tem participado como membro-presidente de Bancas Examinadoras para seleção de docentes universitários-cadeira de violão.

Organiza e coordena a série de recitais “Projeto-Violão no MASP”. Foi articulista da revista Cover Guitarra (Brasil) e Guitarreando (Portugal) e atualmente escreve para Guitar Player do Brasil e Violão Intercâmbio. É membro da Academia Paulista de Música, ocupando a cadeira que pertenceu ao professor Isaias Sávio. É integrante do “Violão-Câmara-Trio”, e do duo com cello “Violãocellando” Faz parte do Conselho da Academia de Violão da cidade Koblenz (Alemanha).

HP POR ELE MESMO EM ENTREVISTA A REVISTA CONCERTO EM 1999

Iniciei meus estudos de música no Conservatório Musical Heitor Villa-Lobos, onde tive aulas de violão com o professor Sergio Scarpiello, depois passei a estudar com o professor Manoel São Marcos, continuando com Isaias Savio, Carlos Barbosa Lima, José Thomaz (Santiago de Compostela-Espanha) e Abel Carlevaro (Uruguai).

Fiz estudos de harmonia, contraponto e análise com Guido Santorsola e Mario Ficarelli. Me formei no Conservatório Musical Alexandre Levy, onde também lecionei e tive meu primeiro contato com o ensino do violão.

Todos os professores foram importantes, cada um tem uma particularidade na sua maneira de ensinar, mas destaco Isaias Savio e Abel Carlevaro. Savio pelo incentivo, sempre nos colocava a tocar, dando motivo para o estudo ter um objetivo e Abel Carlevaro pôr sua forma científica, tendo em cada movimento uma razão de ser, a técnica como um todo físico, desde a maneira de sentar até os movimentos mais sutis da mecânica do violão, seu trabalho com a memória muscular é rico em minúcias, abrangendo técnica e música como um todo indissociável.

Através de Carlevaro conheci toda a possibilidade do violão como um instrumento de uma variedade tímbrica rica, foi a passagem para um novo estágio de meu desenvolvimento musical. Outro professor marcante foi Guido Santórsola, hoje falecido, seu conceito de interpretação e trabalho técnico, aprender a ouvir em detalhes toda nota dando seu real valor temporal e expressivo, uma experiência que também enriqueceu minha formação como interprete e professor.

A forma simples e direta como ponderava sobre música, foi uma das grandes aquisições que obtive para meu trabalho como professor. Com Mario Ficarelli que trabalhei harmonia, contraponto e análise, compreendi definitivamente este aspecto da música. Comecei a dar aulas aos 14 anos.

Sempre fui muito curioso para saber a razão de ser do desenvolvimento de cada aluno, na época usei todos os métodos existentes, foram eles nacionais ou estrangeiros, para saber o que funcionava melhor, o que tinha uma sequência mais lógica e didática e dava resultados mais concretos. Como tinha muitos alunos eu praticava esta experiência como se fosse um laboratório, que mais tarde foi muito útil para eu criar meu próprio método.

Sempre organizei recitais de alunos desde o inicio de minha carreira, e também série de concertos, e esta forma de estímulo, da valorização do trabalho do estudante sempre foi o que alavancou sua vontade de realizar o melhor que podia em determinado momento de sua carreira.

Posso chamar de afetividade a mola propulsora do ensino, quando você tem um objetivo seu energético é maior e o estímulo é canalizado para sua realização final, que no caso do artista é a apresentação, assim todo trabalho técnico e musical é abreviado e o resultado é mais pleno.

Quem trabalhava na Editora Ricordi era o professor Isaias Savio, mas quando de seu falecimento, os diretores me chamaram para ocupar seu cargo, fiquei feliz pôr esta esperada oportunidade e comecei com meus primeiros trabalhos. O primeiro foi o “Técnica da Mão Direita”, depois veio o “Iniciação ao Violão”, “Curso Progressivo do Violão” e “Ciranda das Seis Cordas”. Fiquei surpreso da aceitação que teve em quase todas escolas do Brasil.

O “Ciranda das Seis Cordas”, foi reeditado na Itália e soube que vários paí­ses da Europa usam este trabalho e isto me deixa muito lisonjeado. Atualmente estou terminando o “Iniciação ao Violão-Volume II”, que é um complemento e fica como intermediário entre o “Iniciação” e “Curso Progressivo”, que sairá ainda este ano. Outro trabalho que tenho desenvolvido é um livro de “Harmonia Aplicada ao Violão”, que acoplo harmonia tradicional e funcional, iria substituir os tradicionais livros que são usados para serem realizados no piano.

Acredito que será bastante útil para o estudante do violão espero que saia o próximo ano. Tenho viajado muito para lecionar, fui duas vezes a Medelin (Colômbia) e várias para Cochabamba (Bolí­via), nesta cidade toquei o Concerto de Vivaldi para dois violões e orquestra (originalmente é para dois bandolins) com o violonista boliviano Fabricio Gallegos, e com este mesmo violonista já fiz tourne em vários cidades da Bolívia tocando em duo, inclusive tocamos em La Paz.

O ano passado estive em Santo Tirso (Portugal), como convidado para participar representando a revista “Guitar Player” do Brasil e Guitarreando de (Portugal), nas quais sou articulista, que participou grandes figuras do violão como: Leo Brouwer, Abel Carlevaro, David Russell, Roberto Aussell e outros de igual porte.

Este ano fui convidado para participar do Festival de Aveiro (Portugal) como professor e para fazer uma palestra sobre o violão erudito brasileiro. No Brasil já participei dos Festivais de Londrina, Porto alegre, Montenegro, Vale Veneto, Curitiba, Foz do Iguaçu, Joinville, Brusque, Florianópolis, Goiânia, Brasília, Campos de Jordão, Salvador, João Pessoa, Campos Grande. Belém, Vitória e Juiz de Fora. Atualmente coordeno o Concurso de Violão do Conservatório Souza Lima e seu Curso de Técnica e Interpretação Violonística.

O “Projeto-Violão no MASP” já está em seu 8º ano, e é uma importante série de recitais, reunindo concertistas já consagrados com jovens talentos, sempre é uma sequencia de 10 apresentações em sábados consecutivos. Leciono na Escola Municipal de Música, FAAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado) e também particularmente. Tenho um duo, formado há 3 anos, com a violoncelista Gretchen Miller, iremos tocar no Festival de Juiz de Fora, e tocamos regularmente em São Paulo e outros estados e pretendemos num futuro próximo gravar um CD.

Gosto muito de tocar com os alunos em duo ou trio de violões e faço este trabalho regularmente na Escola Municipal de Música Quanto aos alunos, hoje eles tem mais referências com discos, literatura, professores que tem uma formação mais sólida, seu desenvolvimento é mais rápido pôr vivenciar um leque de informações maior que na época que iniciei a estudar violão.

Existem os concursos, que são estimulantes, maior número de oportunidades para apresentações, bolsas de estudos para fora do Brasil para mestrado e doutorado, enfim, uma quantidade de canais para uma profissionalização do violonista, Hoje o violão é aceito como um instrumento tão nobre como um instrumento de orquestra , mas já foi o tempo que tocar violão não seria uma boa escolha musical.

14 Comments

  1. Boa Tarde !! Sou ex aluna do Conservatorio Alexandre Levi, me formei no ano de 1967, meu professor era o Del Pretty, na epoca Dona Yolanda era a diretora, tenho quase certeza de que estivemos neste Conservatorio na mesma epoca, talvez estes nomes sejam lembrados, Roberto Mandarino, Valquiria, Marcio Jose Crocce, Abilio Herve Cepera e outros, tenho fotos da epoca por ocasiao em que o Conservatorio foi fazer um passeio em Agudos em um seminario, foto esta em um refeitorio do seminario.
    Se estiver enganada queira me desculpar.
    Obrigada Isabel

  2. Temos varios professores na area do violao.Mas o nome de Henrique Pinto,indubitavelmente e de maior expressao.A sua capacidade musical,tecnica,se associa a uma grande pessoa.Que recebe qualquer aluno,iniciante ou nao,com o mesmo respeito e entusiasmo.Participei de varios seminarios,e tive varias aulas com ele.Posso afirmar que influenciou minha vida de professor e concertista.Tenho muita gratidao e respeito para quem posso chamar de MESTRE.

  3. Conheci Henrique Pinto quando estudava acordeon no Conservatório Musical Alexandre Levy. Formei-me em 1966 e já naquela época eram muitos os elogios dispensados a ele ressaltando sua técnica e sensibilidade musical na execução de obras clássicas, não sendo surpresa ver hoje seu nome em destaque.
    Aproveito o espaço para dizer a Izabel Sanchez Cantoni que guardo com carinho as lembranças que tenho de todos os amigos que fiz naquele Conservatório Musical e recordo-me do passeio na Cidade de Agudos e nele também o Henrique Pinto esteve. Não abandonei o acordeon. Hoje faço parte da Orquestra Sanfônica de São Paulo e do grupo musical “Os Harmônicos. Para quem tiver interesse em conhecer a Orquestra Sanfônica há um site http://www.sanfonica. com.br.
    e-mail: robmandarino@terra.com.br.

  4. gostaria de saber quanto q custa cada aula?e se idosos podem participar?

  5. fui o primeiro professor do henrique pinto, no conservatório heitor vila lobos. e assinei o seu diploma no conservatório alexandre levi do prof. edivaldo campanella . meu site: http://rev.sergio.tripod.com/

  6. Qando Enrique Pinto iniciou seu estudo comigo, eu como pedagogo no ensino do vioão, procurei analizar o seu talento e paixão pelo instrumento. Não procurei fatiga-lo com exercicio de escalas e outros mais, ensinei a ele a tecnica violonistica, e sempre tocando musicas que lhe agradace, somente corrigia a tecnica e posição das mãos e do instrumento. Ensinei a ele os primeiros passos para a gloria, e quando ensinamos os primeiros passos, o aluno aprende a caminhar sozinho. UM TALENTO NASCE TALENTO, E SEMPRE SERÁ.

  7. Henrique sou luthier e gostaria de entrar em contato para uma possivel avaliaçao no violao que e feito por mim

  8. Desejaria saber do prof.Henrique sobre o seu livro que aborda o mecanismo da mão direita se é para ser praticado tambem com apoio ou é opcional.Obrigado.

  9. Como adquirir o metodo de partitura para violao Henrique Pinto?

  10. Professor fui sua aluna aos sete anos no Instituto Normal de Música.
    Guardo lindas recordações suas.

  11. Lamneto muito sua morte em 27/10/2010. Sua lacuna que será difícil de ser preenchida. Que Deus o tenha.

  12. Bem, O Henrique Pinto vai nos deixar saudades! Que agora ele esteja no Reino de Deus! E sem dúvidas eles nos deixou métodos de ensino para ser usados por muitos séculos.

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