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Problemas funcionais de um violonista

Problemas funcionais de um violonista

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Problemas funcionais você sabe o que são?

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Um dos principais problemas de qualquer intérprete é ocorrer um distúrbio no funcionamento da técnica durante a execução de um trabalho. A mobilidade vai gradativamente diminuindo até que qualquer ação para efetuar um movimento específico torna-se impossível, parecendo que a musculatura se recusa a fazê-lo.

Listado entre os entraves mais temidos pelo violonistas, a distonia focal pode surgir após um logo período de estudo de obras que esbarram no limite da possibilidade do músico. Os esforços gigantescos para superar as passagens complexas fazem com que o sistema muscular reaja  de modo negativo, criando diversas maneira para não realizá-los. A técnica do instrumentista, então, começa a ser contaminada e o problema é instalado.

Outro obstáculo também muito freqüente é a lesão por movimentos repetitivo.

Ela ocorre quando o aprendizado é realizado por muitas horas ininterruptas, sem intervalos para o sistema muscular descansar. Estes problemas são originários de uma técnica mal organizada, além de um aprendizado que não respeita os limites físicos do aluno. Praticar por diversas horas não determina o aprimoramento. Para obter um resultado satisfatório, o tempo de trabalho deve ser o mesmo da concentração – atenção voltada para o objeto de estudo, o dedilhado de ambas as mãos e o sentido musical da obra – e, também, resistência física.

Qualquer sintoma de dor ou cansaço pode indicar que a musculatura  já movimentou em seu limite e, a partir desse momento, é nocivo seguir insistindo. Um conselho muito válido é esperar que esses indícios negativos desapareçam e, em seguida, reininciar o estudo. Algumas atitudes são saudáveis para longevidade do intérprete, como fazer exercícios de alongamento antes e depois do aprendizado, ter consciência do relaxamento de dentro para fora, sempre começar o treinamento tranqüilo e ser objetivo no trabalo, isto é, saber o resultado que quer atingir.

As obras têm um tempo de “amadurecimento”, conforme sua, complexidade e técnica ou linguagem musical. O aprendizado em etapas renderá um controle maior sobre qualquer peça. Em uma primeira fase, deve-se trabalhar o dedilhado até assimilá-lo totalmente, depois observar o fraseado inteiro. Isso determinará um conhecimento racional da composição. O segundo passo é abandoná-la por um período e , posteriormente, voltar a estudá-la. Dessa maneira, á prática trará um desenvolvimento maior, seja em sua técnica ou linguagem.

A tranqüilidade de tocar em público também depende da maneira com que o estudo foi realizado, de sua assimilação e, também, da memorização. E recomendável sempre trabalhar peças que estejam dentro da possibilidade de realização, isto, é, abaixo do limite técnico para, assim, ter espaço de folga para produzir todo o sentido musical. Se a técnica do intérprete for até o nível 8, por exemplo, é preciso tocar aquelas que vão até o 5. Dessa maneira, haverá melhor movimentação mecânica e mais eficaz realização de um fraseado.

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