Zé Ramalho

Nasce em Brejo do Cruz – PB, em 03 de outubro de 1949, José Ramalho Neto, filho de Estelita Torres Ramalho (professora primária) e de Antônio de Pádua Pordeus Ramalho (seresteiro).
Viveu em Brejo do Cruz até os dois anos. Perdeu o pai afogado em um açude do sertão. O avô o “tomou” para criar. Daí veio o amor pelo avô e pai, consagrado como Avôhai. Este nome lhe foi soprado por entidades extra-terrestres ou sensoriais, 20 anos depois.

1952 / 1960 – Tempo em que a família Ramalho (Avôhai, avó Soledade, Maria, Terezinha, Inês, Zélia, mais o tio Nonato) caminhou rumo á capital e ao curso superior que o patriarca desejou para os filhos e o neto. A ele estava reservado o posto de médico da família. Grande parte da infância foi passada em Campina Grande
1961 / 1970 – Estabelecidos em João Pessoa, ele começa a participar dos “conjuntos de baile” da Jovem Guarda. Esta experiência lhe deu noções do profissionalismo que demonstra até hoje. As influências musicais surgiram aí. Através das versões de Renato Barros, Leno e Lílian, Roberto Carlos & Erasmo Carlos e Golden Boys. Ele toma conhecimento dos lançamentos dos Beatles e a partir daí desperta para The Rolling Stones, Pink Floyd e Bob Dylan.

1974 – Nasce o filho Christian.
- Participa da trilha sonora do filme “Nordeste: Cordel, Repente e Canção” da cineasta Tânia Quaresma. Descobre seus próprios rastros da passagem do cangaço e se sente influenciado pela linguagem dos cantadores, emboladores, violeiros, rabequeiros do sertão. A partir daí inventa sua maneira de compor, que até então continha os elementos de rock e dos forrós de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, que tanto ouviu na infância de sertanejo. Naturalmente ocorre a fusão—transformação e ele, sem se aperceber, acha a fórmula que lhe dará a escrita característica ramalheana. Como influências literárias, carrega Drummond e Vinicius desde a juventude.
- Grava o Lp “Paêbiru” ao lado de Lula Côrtes pela gravadora Rozenblit- selo Mocambo. Toca vários instrumentos. O disco é divido nos elementos água, terra, fogo e ar. É um cult e raridade até hoje. Há muito de Pink Floyd, sertão e viagens.

1975 – Participa do Festival Abertura tocando com Alceu Valença a música “Vou Danado pra Catende”. Ganham prêmio especial

1977 – Show Anima / Teatro João Caetano, organizado pelos poetas Abel Silva e Capinam com Fagner, Moraes Moreira e Jackson do Pandeiro.
- Grava o disco de estréia (Zé Ramalho) com a música “Avôhai”.

1978 – Nasce o filho Antônio Wilson.

1979 – Nasce João, filho com a cantora Amelinha, para quem compôs vários sucessos.
- Lança o Lp “A Peleja do Diabo com o Dono do Céu” com a música “Admirável Gado Novo”. O sucesso vem com “Frevo Mulher”, “Galope Rasante”, “Admirável Gado Novo”, “Chão de Giz”, “Avôhai”, “Banquete de Signos”, “Eternas Ondas”, “Táxi Lunar”, “Bicho de 7 cabeças”, “A Terceira Lâmina”…Os amigos Geraldo Azevedo, Elba Ramalho, Amelinha e Fagner compartilharam da época musicalmente frutífera.

1980 – Participa do festival mpb-80 da Rede Globo com a música “Hino Amizade”. Passa a morar em Fortaleza.

1981 – Publica o livro de poesias “Carne de Pescoço”. Edita os livretos “Apocalipse” e “A Peleja de Zé do Caixão com o cantor Zé Ramalho”. Lança o disco “A Terceira Lâmina”.
- Nasce a filha Maria Maria, quem em 1999, lhe deu a primeira neta, Ester.

1982 – Lança o disco “Força Verde”.

1983 – Ano do Lp “Orquídea Negra”. Separa-se e volta a morar no Rio de Janeiro.

1984 – “Casa-se” com Roberta, uma cearense de 20 anos, estudante de engenharia civil e prima da ex-mulher Amelinha.Ê
- Passa dois memoráveis dias (28 e 29 de abril) com Raul Seixas cantando e discutindo os mistérios do universo.

1984 (até 1988) – Grava discos que não vendem tanto como os primeiros, mas sua beleza musical será descoberta anos após. Era a experimentação. Zé Ramalho não teve medo de ousar por novos caminhos, de mostrar sua veia roqueira, as influências estrangeiras e chocar público e crítica. Alguns raros compreenderam. Os discos são:
“Pra não dizer que não falei de rock ou por aquelas que foram bem amadas” (1984)
“De Gôsto, de Água e de Amigos” (1985)
“Opus Visionário” (1986)
“Décimas de um Cantador”. (1987)

1988 (até 1992) – Tempo de se adaptar á nova vida sem o hábito da cocaína. Passou quatro anos sem gravar discos. É um tempo de recuperar a saúde e reorganizar a vida pessoal. Refazer a família, planejar os filhos. Se preparar para retornar ao sucesso.

1990 (até 1991) – Shows nos Estados Unidos, para platéias brasileiras.

1991 – Falece Goretti, sua única irmã. Grava “Brasil Nordeste”.
- Grava “Entre a Serpente e a Estrela” e retoma o sucesso com a venda de 1 milhão de cópias da trilha sonora da novela, batendo recorde de vendas.

1992 .- Nasce o filho José.
- Grava “Frevoador”

1995 – Nasce a filha Linda. Apresenta o show dueto, com Geraldo Azevedo, por todo o país. Elba Ramalho e Alceu Valença assistem ao show e no ano seguinte surge “O Grande Encontro”.

1996 – Elba Ramalho regrava “Chão de Giz” com enorme sucesso nas rádios e ótima vendagem de discos. Cássia Eller regrava “Admirável Gado Novo”. É o link com os jovens. “O Grande Encontro” é sucesso no país inteiro e o cd gravado ao vivo vende mais de 500.000 cópias. É o redescobrimento da música nordestina, a valorização do forró, o público do Rio de Janeiro e São Paulo lotando os shows do quarteto, que representa a geração nordeste dos anos 70/80. São os herdeiros musicais de Gonzaga, Jackson, João do Vale e Marinês, mantendo-se no sucesso e na história musical da segunda metade do século XX.
- Lança o cd “Cidades e Lendas”.

1997 – A versão original de “Admirável Gado Novo” estoura na novela da Rede Globo “O Rei do Gado” tornando-o celebridade. O cd da trilha sonora da novela vende a inédita marca de 3 milhões de cópias, recorde até hoje. Vem o sucesso, maior que a primeira vez, pois agora há o reconhecimento.
Grava o cd “20 anos – Antologia Acústica”
Paralelamente a Sony Music lança uma caixa edição especial em comemoração aos seus 20 anos. A caixa traz libreto e três cds: Raridades, Duetos e Clássicos.
Também em comemoração aos 20 anos de carreira é lançado o livro “Zé Ramalho — um visionário do século XX ” de Luciane Alves.
Sai o MPBook pela editora Gryphus, com 30 músicas cifradas e letras revisadas.
Grava “O Grande Encontro 2 ” em estúdio, desta vez sem Alceu Valença. O disco vende em torno de 300.000 cópias, é premiado com disco de ouro e platina.
Casa-se com Roberta em discreta cerimônia civil, onde os amigos Geraldo Azevedo e Elba Ramalho são testemunhas. Os filhos José e Linda participam.

1998 – “Eu Sou Todos Nós”.

1999 – Escuta diariamente música eletrônica, samplers e techno. Vive antenado, buscando se informar e atualizar com a sonoridade contemporânea e futurista.

2000 – Lança o cd duplo “Nação Nordestina”, um retrato da história musical e política do nordeste, com um toque de sonoridade Beatles, e a forma ramalheana de tocar e “dizer — cantar” as mensagens.

Texto – Fonte: www.zeramalho.com.br

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5 Comentários Comente!

  • eu sempre tive uma opinião bárbara a respeito do cantor ze ramalho…até então ter oportunidade de assistir a seu show…tudo concretizado. ele é o melhor do brasil mesmo…

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  • para não dizer que não falei do melhor cantor do brasil…ele, josé ramalho. taty.oliveira08@hotmail.com

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  • Sou encantada por Zé Ramalho, pra mim é a melhor voz do Brasil

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  • Sua historia de vida e superaçâo é impressionante, PARABÉNS.

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  • Zé Ramalho é o mais soberano dos alienígenas, que veio de Kryptônia para encher a Terra de música, emoções e mistérios. É “O grande assinalado/ que povoa o mundo despovoado/ de belezas eternas, pouco a pouco”, no dizer do poeta simbolista Cruz e Sousa. Viva ele!!!

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